PAINEL: Excesso de óbitos abala o sistema imobiliário

Revisão de 170 mil benefícios do INSS começa em agosto

Cerca de 170 mil segurados da Previdência Social que recebem benefícios por incapacidade temporária – o antigo auxílio-doença – devem ficar atentos para agendar nova perícia médica. Os prazos para fazer o agendamento começam a expirar em agosto. Quem não tomar a providência corre o risco de ter o pagamento suspenso.

Desde o início de julho, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começou a enviar cartas para segurados que não realizam perícia médica há mais de seis meses. Quem recebe a convocação tem 30 dias, a contar da data de recebimento notificada pelos Correios, para agendar o procedimento.

O INSS poderá também convocar as revisões utilizando a rede bancária, considerando o órgão pagador do benefício, quando esse tipo de notificação for disponível. Estão previstas ainda as convocações por meio eletrônico ou edital em Diário Oficial.

A revisão em benefícios por incapacidade temporária segue até dezembro, quando todas as convocações já devem ter sido expedidas. As revisões serão realizadas por peritos médicos federais em horários extraordinários.

Segundo o INSS, das 724 agências da Previdência que possuem serviço de perícia médica 619 estão funcionando e 2.549 peritos médicos estão com as agendas abertas para atendimento. O tempo médio entre o agendamento e a realização da perícia médica está em 39 dias.

Excesso de óbitos abala o sistema imobiliário

Numa funesta comparação os números de óbitos decorrentes da Covid-19 está retendo a retomada da construção civil, já abalada com a alta do custo dos materiais e a fuga de potenciais compradores em decorrência do alto desemprego e do enfraquecimento econômico dos pequenos empresários.

O Rio de Janeiro, capital, já passou da marca de 30 mil vidas perdidas e Niterói superou a marca de dois mil vidas só pela doença, afora as perdidas diate da violência urbana e da migração familiar para outras regiões menos afetadas, localizadas, especialmente, no interior.

Uma analista imobiliário observou que, em média, uma residência é ocupada por três pessoas da mesma família, situação diferente dos redutos populares quando a média é quatro.

O quadro numérico do Rio de Janeiro equivale, nesta situação, a 10 mil imóveis; e o de Niterói, a quase 700.

É um gigantismo ao qual se juntam situações como famílias abaladas por maior número de vítimas fatais e que a situação econômica e social impõem a procura por imóveis menores, sem a decantada qualidade exibida nos tradicionais lançamentos imobiliários.

Cidade com o dobro da população de Niterói e com maior extensão territorial, São Gonçalo poderia ser um paraíso sem grandes aglomerações, mas já está perto de registrar três mil vidas perdidas.

Busca pelo interior

Com as facilidades geradas pela Internet (home office e compras) o interior está sendo atrativo para algumas camadas, especialmente idosos.

No Estado do Rio são 10 cidades com índices de óbitos baixíssimos. Destas, apenas a mais isolada, São Sebastião do Alto, em 15 meses só perdeu 23 vidas.

Depois vem uma sequência de quatro cidades com 14 perdas (Cardoso Moreira, Rio das Flores Cordeiro e Carapebus). Duas com 10 casos fatais (Macuco e Santa Maria Madalena), enquanto Duas Barras registrou seis perdas, Varre-Sai, cinco e Trajano de Moraes, quatro.

Todas estão a poucos quilômetros de cidades bem-dotadas de assistência hospitalar, como Nova Friburgo, Campos e Volta Redonda.

Jatinho do Ciro

Mesmo assumindo a Casa Civil da Presidência da República, o senador Ciro Nogueira, do PP, deverá ter dificuldades eleitorais do seu estado, o Piauí.

A sua imagem pública foi exposta com a divulgação dos sues gastos com verbas públicas – cotas parlamentares para a manutenção dos seus dois jatinhos particulares, inclusive para viagens que nada tem a ver com o deslocamento parlamentar da sede do Congresso Nacional para o seu Estado representativo.

O Piauí é um dos estados mais pobres do Nordeste, de onde a maioria dos imigrantes saia de “pau de arara” (caminhão) para buscar qualidade de vida em São Paulo e no Rio de Janeiro.

A comparação do seu luxo com a pobreza centenária daquele povo, já está merecendo comparações sobre tais gastos e os valores do “bolsa-família”.

O outro Ciro

A onda de críticas preocupou o outro Ciro, o Gomes, paulistano e ex-governador do Ceará, que pretende andar pelo Brasil em mais uma tentativa de chegar ao Palácio do Planalto.

Ele teme que ao ter o seu prenome exaltado pelo Brasil afora os eleitores o confundam com o opulento Ciro Nogueira.

Ciro Gomes já paga um preço por ser acusado de ser dotado de um destempero verbal que, embora mais suave, leva-o a ser comparado com Jair Bolsonaro.

Alegria de viver

Mesmo tendo muito a lamentar com as perdas na área esportiva, Niterói é uma cidade bem equipada para alegria da sua criançada e da sua adolescência.

A cidade avançou muito ganhando quase 100 km de ciclovias, dois skate parks, um parque rural, além de ter a riqueza para os surfistas em Itacoatiara e em Icaraí, sem se esquecer da profusa área verde e da extensão e beleza do seu litoral.

Comércio para doadores

O ramo comercial poderia se diversificar para dar condições de acesso e de preços às pessoas caridosas que desejam fazer doações às pessoas carentes. E não onde se dirigir e tem dificuldades de checagem de preços para estimar sua capacidade de compra.

Poderia ser feiras regionais com sem burocracia e menos tributos, ofertando cobertores, agasalhos e variados tipos das chamadas cestas básicas.

A comunidade organizada poderia atuar.

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