PAINEL: EVASÃO GIGANTE NAS FACULDADES PRIVADAS: OCIOSIDADE NAS PÚBLICAS

O sonho de contar com 40% da população da faixa etária de 18 a 24 anos em cursos superiores está restrito a menos de 18%, com marcante evasão de alunos nas universidades privadas e a constatação de ampla ociosidade nas universidades públicas, notadamente destacadas pelos grandes espaços físicos disponíveis, como acontece com a UFF – até então com 55 mil alunos, professores e funcionários.
As instituições privadas vinham registrando grande domínio voltando-se principalmente, para as áreas interioranas onde a ociosidade dos dirigentes públicos ficou marcante, notadamente no início da crise econômica complementada pelo domínio da pandemia.
O abalo econômico passou a se destacar nas redes privadas, em 2016, quando atingiu a marca de 31,7%. Houve ligeira recuperação, mas com a pandemia pulou para 37,2%, em 2020 situando-se em 36,6% no ano seguinte.
Pelo menos duas Universidades privadas na área da “Grande Niterói” entraram em crise, queixando-se da queda no financiamento público. Uma perdeu um dos seus prédios, e a outra sentiu o abalo da evasão escolar e da concorrência no setor.

ENSINO CARO E RENDA BAIXA
Uma marcante parcela dos que fugiram dos estudos superiores usou como argumentação alto custo do ensino e a queda da renda pessoal.
O alto desemprego tirou a fonte de renda dos que se esforçavam entre o trabalho e o estudo. O sonho do diploma para se garantir colocação no mercado esvaiu-se. Alguns ainda tentaram prosseguir os estudos, mas na qualificação obtida em cursos rápidos de formação técnica.

EDUCAÇÃO ONLINE

A imposição do ensino à distância, ou do sistema hibrido, foi outro fator de desestímulo.
Muitos se queixaram da dificuldade do ensino robotizado, sem a tradicional figura do professor Humano para tirar dúvidas.
Boa parcela disse não ter se sentido à vontade para valer-se da modernidade e da disponibilidade de equipamentos ou até de espaço e de tranquilidade para seu uso, bem como para ter acesso à modernidade dos equipamentos e as inovações em programas.
Os jovens em situação de vulnerabilidade social estão sendo os mais afetados
A ampla utilização das expressões em inglês representa uma subordinação a um idioma de difícil acesso para os que tiveram menos escolaridade num país onde o analfabetismo ainda é uma vergonha nacional.

A UFF PAROU

Fruto dos movimentos estudantis e criada no final do governo JK, a UFF chegou a se tornar uma das principais Universidades do país.
Ela nasceu das poucas faculdades federais e estaduais (seis) existentes e da incorporação das unidades privadas (Filosofia e Economia). Ganhou o Aterro de São Domingos (1972) e na gestão Ministro da Educação Fernando Haddad (2005\12), foi favorecida pela construção de 15 grandes prédios, a maioria entre o Forte do Gragoatá e a Ilha da Boa Viagem. Dois (novas sedes) da Faculdade de Medicina e do IACS não foram concluídas com o fim da sua gestão.
A UFF passou a receber estudantes vindos com sacrifício do interior (inclusive de São Paulo, Minas e Espírito Santo), mas não foi para o interior. O “buraco” está sendo ocupado por empresas privadas.
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O VALOR DA NOSSA MOEDA

No início do Plano Real, houve equiparação da nossa moeda com a norte-americana e até a fantástica eventual valorização, com o dólar sendo cotado a R$ 0,88 diante do Real, em agosto de 1994.
Um casal niteroiense se deu ao luxo de jantar em restaurante luxuoso perto do Museu do Louvre, pagando apenas R$ 88,00. Hoje, o mesmo banquete para o casal sairia pelo menos a R$ 528.
De lá para cá, perdemos todas as moedinhas de centavos (R$ 0,01, R$ 0,05 e está sumindo a R$ 0,10, como sumiu a nota de R$ 1,00.
Em contrapartida, no ano passado, apareceu (para poucos) a nota de R$ 200,00. O pessoal de salário mínimo poderá esperar para o fim do mês, cinco delas ou até seis com o novo salário decretado pelo governo.

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