PAINEL: ESTADO DO RIO FICA SEM DINHEIRO

A esperança do funcionalismo estadual de receber vencimentos com aumento em fevereiro foi por água abaixo. O Tesouro e a Procuradoria da Fazenda Nacional decidiram excluir o Estado do programa de recuperação fiscal por desejar elevar os gastos com pessoal e não prever investimentos públicos.

O govenador anunciara aumento salarial de 11,8% mas segundo os entes federais a previsão real era de 5,82 % este ano e percentuais menores até 2.030. Pelos cálculos haveria um acréscimo de 17,1% com pessoal ativo este ano, pois estavam previstos reajustes retroativos e concessões de outros benefícios.

Existem contra o Estado 38 processos por descumprimento do Plano de Recuperação, a ponto da União pagar, em dezembro, R$ 4,7 bilhões ao BNP-Paraíba, por empréstimo contratado em 2017, sem qualquer ressarcimento pelo Estado. No total, o RJ teve alívio de R$ 92 bilhões nas suas dívidas.

A inclusão no programa federal tinha entre as garantias as ações da Cedae que renderam ao Estado R$ 18,2 bilhões.

O governador Cláudio Castro tem cinco dias para fazer esclarecimentos ao Tesouro Nacional e à Procuradoria da Fazenda.

O Estado terá de assumir as dívidas transferidas à União e dificilmente terá meios para, pelo menos, corrigir vencimentos com base nas perdas sofridas com a inflação..

PAES FICA NA PREFEITURA E EMBARAÇA SUCESSÃO

O prefeito carioca colocou em evidência o seu afastamento da disputa pelo Governo do Estado e o propósito de mudar o jogo sucessório fluminense buscando apagar nomes como os de Marcelo Freixo, que deixou o PSOL para ser candidato do PSB e de Felipe Santa Cruz , presidente da OAB que seria seu candidato pelo PSD.

Eduardo Paes chegou a ter a possibilidade de compor, como vice, a chapa de Lula, e conversou com o ex-prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, admitindo estar cogitando apoiá-lo numa união com o PDT.

Surpreendendo o meio político, o prefeito carioca agora vestiu a camisa do PT, anunciando seu propósito de apoiar o presidente da Assembléia Legislativa, André Ceciliano como candidato a governador, pelo PT. E foi mais além ao pretender indicar para a vice-governança, o ex-prefeito César Maia (pai do deputado Rodrigo Maia)

ESQUERDA ESVAZIADA

A “queimação” de Marcelo Freixo deixa a esquerda fluminense na orfandade, mas tudo decorre do tratamento dado por Lula ao PSB. O partido era cotado para oferecer o vice na chapa de Lula, mas este preferiu ter um conservador ao seu lado, sugerindo que Geraldo Alckmin, mesmo tendo esta imagem, se filiasse ao PSB, o que se tornou pouco provável. Agora o PSB entende que Lula está agindo com “salto alto”, face sua vantajosa liderança nas prévias eleitorais.

A fritura de Marcelo Freixo começou com a sua qualificação de se tratar de um radical sem experiência administrativa.

Mas é possível que isto represente o atendimento a outra pretensão de Lula: contar com uma forte bancada na Câmara Federal e Marcelo Freixo pode ajudar este projeto em função da gigantesca votação que o colocou na condição de deputado federal.

Não se sabe quais são os planos de Rodrigo Neves, do PDT, partido de Ciro Gomes, candidato a Presidente da República.

Até o fim de março muita água vai correr para a lavagem política.

O vice de Bolsonaro

Especula-se que o ex-interventor na segurança pública do Estado do Rio, general Braga Neto é o mais cotado entre os nomes cogitados para compor a chapa de Jair Bolsonaro. Mas é também um nome viável para a disputa pelo Governo do Estado., onde soube manter um bom relacionamento com a classe política e com os jornalistas.

O atual vice, Hamilton Mourão, está em campanha eleitoral no Rio Grande do Sul de onde é natural.

O Presidente Bolsonaro está à procura de um novo líder do Governo no Senado, depois da saída de Fernando Bezerra (MDB-PE) após perder a indicação para uma vaga no TCU para o pessedista Antonio Anastasia (PSD-MG)

Existem seis nomes cotados, do PL, PP e PSD, inclusive Carlos Portilho, do Estado do Rio, que contrariou o governo ao apresentar projeto instituindo o Passaporte Nacional de Vacinação.

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