Painel – EcoRodovias vence leilão rodoviário Rio

A Empresa EcoRodovias venceu na sexta-feira o leilão da concessão à iniciativa privada do sistema rodoviário Rio de Janeiro – Governador Valares (MG), formada por trechos da BR 116, BR 465 e BR 493. A empresa, que foi a única a apresentar propostas, ofereceu desconto de 3,11%. O máximo previsto no edital era 17,5%. Não houve oferta de valor de outorga, conforme permitia o edital.

O contrato de concessão será de 30 anos e o sistema rodoviário abrangerá uma extensão total de 726,9 quilômetros (km). De acordo com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), trata-se da única rota, a partir da cidade do Rio de Janeiro, disponível para o contorno da Baía de Guanabara, permitindo o acesso à região dos Lagos, ao norte do estado, e às regiões Norte e Nordeste do país.
Os investimentos que a empresa vencedora deverá realizar, ao longo dos 30 anos de concessão, somam R$ 11,3 bilhões. As despesas operacionais – custos operacionais, despesas obrigatórias e o conjunto de seguros e garantias – são estimadas em R$ 9,8 bilhões.
Segundo a ANTT, as principais melhorias que deverão ser implementadas são 303,2 km de obras de duplicação, 255,2 km de faixas adicionais, 85,5 km de vias marginais, 75 passarelas, 57 passagens de fauna, 462 pontos de ônibus, 1,6 mil km de ciclovias.
O Serviço de Atendimento ao Usuário (SAU) contará com 29 ambulâncias, 7 guinchos pesados, 12 guinchos leves, 5 caminhões-pipa, e 5 caminhões de resgate de animais. É prevista a geração de 154.719 empregos diretos, indiretos e efeito-renda.
Os preços das tarifas básicas de pedágio, ainda sem considerar o desconto de 3,11%, previstos para as 12 praças de pedágio que funcionarão no trecho, variam – no período inicial da concessão – de R$ 8,10, na praça de Orizânia (MG), a R$ 17,48, na praça Itaboraí (RJ).

ABANDONO DO PRÉDIO DO DCE E AS ANTIGAS LIDERANÇAS

Erguido para ser o Palácio dos Estudantes, a ser gerido pela antiga União Fluminense dos Estudantes, o gigante prédio de quatro andares, no Valonguinho, tornou-se um diferencial de comportamento de gerações.
Após a criação da UFERJ, hoje UFF, o regime militar acabou com as tradicionais entidades estudantis que giravam sob a inspiração da UNE (União Nacional dos Estudantes). Também fechada, a União Fluminense dos Estudantes (UFE) tornou-se DCE (Diretório Central dos Estudantes), com a pompa do prédio inacabado mas sem o ardor e o idealismo da geração pós-64.
Absolutamente abandonado, pichado, sujo e lacrado o “Palácio dos Estudantes” só tem a sua rampa utilizada: por catadores de papel, teimosos moradores de rua e alcoólatras.

Dotado de auditório e inúmeras salas, o imóvel poderia ter desempenhado importante atividade durante a pandemia e ser emergencial centro de apoio aos que sofrem frio, passam fome e não encontram nem mesmo teto provisório. Poderia ser um “restaurante popular” – como da UFF que cobra R$ 0,70 pela alimentação ou até mesmo uma ampliação da precária Casa do Estudante Fluminense.

A ANTIGA FESN
Um contraste no comportamento de gerações pode ser acompanhado com reportagem do “Jornal de Icaraí”,desta semana, alinhando as grandes conquistas e serviços modelares da antiga Federação dos Estudantes Secundários de Niterói (FESN) fundada a 24 de maio de 1950 e fechada no início do regime militar.
Organização exemplar contava com presidente não reelegível, que nomeava os diretores; um Parlamento Estudantil com dois representantes de 36 colégios, eleitos por um ano; e um Tribunal Eleitoral Estudantil, que teve presidentes do naipe de Humbeto Peña de Moraes e Orlando Carlos Navega.
Também existam partidos estudantis: Movimento de Reforma, Movimento Democrático Cristão e Aliança Renovadora Estudantil.
O último presidente da ativa entidade foi Emanoel Sader – jovem que até chegou à presidência do BID – mas foi impedido de inaugurar a primeira sede própria da ativa instituição adquirida com recursos dos associados.
A sede foi invadida e até hoje não se sabe quem tem a sua posse.

Os líderes bem formados
Fundada por Enio Pereira da Costa, a FESN, em14 anos, teve como presidentes, além dele, que se tornou deputado estadual, Ruy Garcia (que viria a ser presidente do PMDB); Pedro Rubens Mandarino (cassado quando presidente do Sindicato dos Comerciários); Roberto Bussinger de Figueiredo, um dos criadores da Associação Fluminese dos Advogados Trabalhistas; e Waltter Caravalho, atuante em campanhas de doação de sangue; Jourdan Amóra, já “jornalista sem diploma”; Jorge Rodino Landeiro; Sérgio Mauro Vargas Belém (delegado); João José Bazhuni (que presidiu o Clube Líbano Fluminense) e Emmanoel Sader.
As entidades estudantis eram escolas de formação de líderes e de administradores, exemplo de educação e de prática democrática, diferente dos quadros políticos e administrativos surgidos no pós-64

Os 64 anos da CDL

Uma das entidades mais ativas, a Câmara dos Dirigentes Lojistas marcou comemoração pelo aniversário de sua fundação, em 1958, com a denominação de Clube (CDL), inicialmente instalado em sobreloja da rua José Clemente, até construir sua opulenta sede na rua General Andrade Neves,
sob o comando de Manoel Alves.
Com intensas atividades e com seu espaço muito requisitado para atividades comunitárias e oficiais, a entidade tem se ressaltado na gestão do atual presidente, Luis Vieira, exemplo de liderança classista.
No dia 31, uma terça-feira, será entregue o “Prêmio Mérito Lojista” a várias pessoas destacadas no setor e em ações públicas, bem como o título de “Personalidade do Comércio no ano de 2021”.

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