Painel: Dólar cai para R$ 5,40 e fecha no menor valor em 40 dias

Em dia de feriado nos Estados Unidos, o otimismo prevaleceu no mercado financeiro. O dólar caiu para o menor valor em 40 dias. A bolsa de valores fechou em alta pelo terceiro dia seguido e retomou o nível de 107 mil pontos.

O dólar comercial encerrou o dia de ontem vendido a R$ 5,404, com recuo de R$ 0,096 (-1,74%). Na mínima do dia, por volta das 14h15, a cotação chegou a R$ 5,39. A moeda está no menor valor desde 1º de outubro, quando tinha fechado a R$ 5,369, e teve a maior queda diária desde 9 de setembro, quando caiu 1,85%.

Com o desempenho de hoje, a divisa acumula queda de 2,15% na semana e de 4,28% em novembro. Em 2021, o dólar sobe 4,14%.

No mercado de ações, o dia também foi marcado pela euforia. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 107.595 pontos, com alta de 1,54%. O indicador alcançou o maior nível desde 25 de outubro. A bolsa avança 2,64% nesta semana e 3,96% em novembro, mas acumula queda de 9,6% neste ano.

Sem o mercado norte-americano como referência, o dólar caiu com base na expectativa de que o Banco Central (BC) acelere a alta da taxa Selic em resposta ao repique da inflação oficial, que atingiu, em outubro, o maior nível para o mês desde 2002. Juros mais altos tendem a estimular a entrada de capitais externos em países de maior risco, como o Brasil.

Outro fator que contribuiu para o otimismo no mercado financeiro foi a aprovação, pela Câmara dos Deputados, da proposta de emenda à Constituição (PEC) que parcela os precatórios e muda o cálculo do teto de gastos. Apesar de a medida aumentar os gastos públicos no próximo ano, os analistas acreditam que a não aprovação da PEC levaria o governo a editar um decreto extraordinário de calamidade pública, que violaria definitivamente o teto, em vez de apenas fazer ajustes na fórmula.

DEPUTADOS TEMEM PERDA POLÍTICA PRA O INTERIOR

Consagrada a proibição de coligações partidárias para a formação dos legislativos e a tendência de que a eleição do próximo ano será marcada por forte bipolarização, no estilo plebiscitário com direito apenas ao “sim” ou ao “não”, deputados atuantes no interior dos estados entendem que ocorrerá o fenômeno do combate entre governo numa centralização da politica nos grandes centros populosos.

Entendem que a variedade ideológica não terá marcante espaço eleitoral e que não haverá espaço para surgimento de pequeno e variado grupo representativo regional, como ocorria nos tempos do Império ou da República Velha, quando era destacada a predominância de alguns estados como São Paulo, Minas, Rio e Rio Grande do Sul (era do “Café com Leite”) vindo a seguir a diversificação pós-getulista gerando partido como o PSD (rural), PTB (trabalhista), PSP (burocrata), PSB (socialista) e UDN, este, elitista e aberto ao capital estrangeiro, com alguns partidos nanicos, compondo o “quadro democrático” no qual se inseriria o PRP, oriundo da Ação Integralista e do PCB, fechado em1947.

As demais vieram no regime militar, indo do bipartidarismo a uma “sopa de letras”, como atualmente.

Busca de imagem

“Lula, Paz e Amor” foi a exitosa mensagem criada pelos marqueteiros do sindicalista que chegou à Presidência da República, para apagar a imagem de “bicho papão” temida pelo mercado e pelas elites dominantes ante a chegada do PT ao topo do Poder.

Agora os “gênios” publicitários estão buscando uma imagem curta para dar credibilidade à promessa de bondade a marcar o desempenho a ação de Jair Bolsonaro em seu último ano de governo.

O “monstro da ditadura” já não existe e está sendo moldada a figura do presidente que, além do Auxilio-Brasil, vai lançar o bondoso programa “Prato na Mesa”.

Comida para todos é tido como um programa para espantar a fome e devolver o sorriso aos que estão mais seguros diante do controle da pandemia.

Sacola furada

Deputados PTB-PSL do estão defendendo a proibição da cobrança de sacolas de compras, como vem ocorrendo nos supermercados.

A fonte de renda comercial foi criada em nome de uma ação pró-ambiente, prejudicado com o descarte de material de difícil degradação.

Neste pacote de bondade social foi incentivo do uso de sacolas retornáveis, com as de plásticos deixando de serem custos para os pobres empresários atacadistas, transformando-se em punição para os “degradadores do meio ambiente”, representados pelos consumidores finais.

A economia foi grande para as empresa desobrigados dos gastos com tantas sacolas, mas está tendo um efeito reverso: a necessidade de redução das compras porque o peso da cobrança está pesando no bolso, furando as sacolas. O protecionismo é mais descabido porque supermercados estão vendendo bolsas mais resistentes, nelas inserindo as suas logomarcas: o consumidor paga pelo material, tornando-se um outdoor ambulante a custo publicitário zero.

A Catedral e o presidente

Pela marca alcançada em plena escassez financeira da pandemia, tudo indica que a obra da Catedral de São João Batista será concluída pelo Arcebispado Metropolitano logo após a posse do presidente da República a ser eleito em outubro do próximo ano.

O projeto, abençoado por dois Papas – um deles eternizado como Santo João Paulo II – é de autoria de um arquiteto considerado como comunista, no regime militar. Tudo apesar de Oscar Niemeyer ter projetado a Igreja da Pampulha e a Catedral de Brasília, entre outras edificações religiosas.

Os dois nomes mais evidenciados para estarem no poder são o evangélico Jair Bolsonaro e o ex-operário metalúrgico Lula.

Bolsonaro já fez sua concessão à Igreja Católica comparecendo à Missa devotada a Nossa Senhora de Fátima e Lula sempre se aproximou das ações e do ideário da Conferência Nacional dos Bispos Brasileiros.

Haverá mais nomes para merecer a honra de recepcionar o Papa que virá inaugurar o Santuário de Niterói?

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