PAINEL – COM RETRAÇÃO NA DEFESA, COVID AVANÇA

Os médicos estão assustados com a volta do avanço nos casos de infecção e de mortes, desde o início da fase de clima frio (maio) a ponto da média diária ter saltado para acima de 40 mil e o de registros de mortes diárias tenha dobrado com 219 casos atestados no dia 21, início da temporada de inverno.

Com doses sobrando nos estoques públicos, a vacinação está lenta, faltando alcançar 21 milhões das pessoas vacináveis (mais de 5 anos) com a primeira dose e 29 milhões com as duas doses, situação mais acentuada em relação à dose de reforço, pois só alcançou 46% dos vacináveis.

Se os médicos estão preocupados com a maior procura pelos hospitais, as autoridades sanitárias se assustam com o quadro visível de dispensa coletiva do uso de máscaras e o recuo dos setores que forneciam álcool gel ou promoviam a sanitização nos locais públicos, incluídos os meios de transporte e maior realização de eventos com forte aglomeração de pessoas.

Turismo brasileiro cresce 47,7% em abril

O turismo brasileiro faturou R$ 15,3 bilhões em abril, crescendo 47,7% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados do levantamento do Conselho de Turismo da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). Houve também alta de 32,2% no acumulado no ano. No entanto, na comparação com abril de 2019, ano anterior à pandemia, o setor teve queda de 7,5%.

A FecomercioSP avalia que os feriados de Sexta-feira Santa, Tiradentes e os desfiles de carnaval contribuíram para o crescimento, considerado significativo, em abril deste ano e que a variação do mês demonstra sólida recuperação do turismo no Brasil. No mesmo período do ano passado, o setor cresceu 36%. Diante disso, a entidade acrescenta que “a alta não é resultado de uma base fragilizada de comparação, em razão dos efeitos da pandemia, mas um indicativo real de melhora nas perspectivas do turismo nacional”.

O maior crescimento ocorreu na atividade de transporte aéreo, com aumento de 159,7% na comparação anual e faturamento de R$ 4,6 bilhões no mês, voltando ao nível que faturava em abril de 2019 – já com o valor corrigido pela inflação – conforme apontou a FecomercioSP.

Para explicar o resultado, a entidade cita que as empresas estão ampliando a malha aérea com novas rotas e a demanda tem acompanhado este movimento. Outro motivo apontado foi o aumento no valor das passagens, que sofre influência da alta do querosene de aviação. “Desta forma, além da recuperação do mercado no pós-pandemia, o que influenciou o segmento foi, sem dúvida, os preços elevados dos bilhetes”, divulgou, em nota, a entidade.

O segundo maior crescimento foi observado nos serviços de alojamento e alimentação, com alta de 56,1% e faturamento de R$ 4,5 bilhões. Na comparação com o período pré-pandemia, entretanto, houve queda de 12,9%. As atividades culturais, recreativas e esportivas registraram alta de 21,7%, com faturamento de R$ 1,1 bilhão no mês. O montante ficou abaixo do período anterior à pandemia, já que, na comparação com abril de 2019, houve queda de 24,2%.

CAMINHO ESTREITO

Os indicadores oficiais das 27 unidades da Federação indicam que apenas oito delas ultrapassaram a marca de 83 % das populações semi-protegidas com a primeira a aplicação, enquanto a segunda fase tem seis estados com mais de 76% de imunizados com a segunda dose. Neste segundo item, a liderança de eficiência está sendo disputada pelo gigante São Paulo (86.9%) e o modesto Piauí (86.7%).

O Estado do Rio informa ter atingido as marcas de 86,83 com a primeira dose e 79,8% com a segunda, da população maior de cinco anos de idade.

Vários estados não chegaram ou estão distantes de alcançarem pelo menos a metade de suas populações.

O pessimismo é maior com a ampla incidência da gripe e a volta a números altos de casos de dengue.

Em Niterói está havendo corrida aos postos. O único que estava sem filas, ontem, era o de Piratininga.

EXPECTATIVA NA UFF

O processo de definição do futuro da UFF não se encerra com a divulgação dos resultados dos três dias de votação. O resultado será analisado pelo Conselho Superior da Universidade, antes de ser encaminhado à decisão final pelo presidente da República.

Também há a possibilidade da ocorrência de um segundo turno de votação.

A apuração será realizada no auditório da Faculdade de Direito.

Neste pleito não houve muito engajamento dos alunos e não foi marcante a presença dos professores, ao contrário do ocorrido em relação aos servidores.

Prevalece um sistema de “peso” dos votos por segmentos. Tem maior valor os votos dos professores, seguidos pelos dos funcionários e com menor, os dos alunos.

Pesar por Estrêla

Ex-delegado de polícia fluminense e perseguido pelos golpistas locais de 1964 , Hélio Estrêla faleceu em São Paulo, onde também passou a residir o seu irmão, Hélcio, de igual histórico.

Hélio chegou a ser o consultor jurídico do Ministério das Comunicações e o irmão, jornalista, passou a dedicar-se ao jornalismo, tendo sido presidente da Associação Brasileira de Escritores e Jornalistas de Turismo (Abrajet). Em seu livro destacou que a primeira coluna de turismo na nossa imprensa foi editada pelo repórter Jourdan Amóra.

Borracha do Amaral

O presidente Bolsonaro continua insistindo em admitir a possibilidade de fraudes com a urna eletrônica.

Aparentemente ele não conheceu os tempos dos “currais eleitorais” e da apuração manual com as cédulas de votação.

Na sede do ex-PSD do Estado do Rio antigo, Amaral Peixoto, manipulando o mapa de totalização sussurrou: “Eleição se ganha com lápis e borracha”.

Era fácil apagar o escrito, diminuindo os votos de uns e aumentando os de outros.

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