Painel: Ciro Gomes e Flávio Dino sonham com a ‘terceira via’

Enquanto grupamentos do chamado “Centrão” entendem ser temorosa a radicalização entre Lula e Bolsonaro e se articulam na busca de uma candidatura presidencial alternativa, o Partido Socialista Brasileiro (PSB) cogita se apresentar como a alternativa para a busca de uma opção identificada com a rejeição dos dois presidenciáveis mais citados, porém, considerados extremados.

Já existiam conversas para se atrair ao partido o ex-governador Ciro Gomes, que no pleito passado foi o terceiro colocado, mas se recusou a apoiar o candidato substituto de Lula, o ex-prefeito Fernando Haddad, mas não admitiu apoiar Jair Bolsonaro.

Agora a novidade é a desfiliação do governador Flávio Dino, eleito pelo PC do B, e que conquistou grande prestígio como administrador e um dos mais importantes líderes do nordeste, com projeção nacional.

Ele anunciou a sua filiação ao PSB, num momento em que estão se apagando vários presidenciáveis.

Além do falecimento de um deles, já foram afastados do páreo nomes conhecidos nacionalmente como Sérgio Moro, Wilson Witzel, João Amoedo e Luciano Huck, além de estar se e apagando a possibilidade do mais conhecido “tucano”, o governador João Dória, ser o candidato do partido.

Relator vota contra autonomia do BC, mas vista adia julgamento no STF

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou na sexta-feira (18) por derrubar a lei que dá autonomia ao Banco Central, mas um pedido de vista do ministro Luís Roberto Barroso interrompeu o julgamento.

A ação direta de inconstitucionalidade (ADI) está pautada no plenário virtual, ambiente digital em que os votos são publicados por escrito, sem debate oral. O julgamento teve início à meia noite de sexta e deveria se encerrar em 25 de junho. Com a vista, não há data definida para o retorno do processo à pauta.

A lei complementar de autonomia do BC foi sancionada em fevereiro pelo presidente Jair Bolsonaro, depois de ter sido aprovada no Congresso.

No Supremo, o PT e o PSOL, que votaram contra a medida, argumentaram que o projeto sobre o assunto teve vício de iniciativa, por ter sido proposto por um senador, porém a mudança só poderia ter sido apresentada pela Presidência da República.

Instado a se manifestar, o procurador-geral da República, Augusto Aras, reforçou o mesmo argumento, posicionando-se pela derrubada da lei. O relator da ação, ministro Lewandowski, concordou com o PGR. O ministro entendeu que, por tratar da organização da administração pública federal, o projeto de lei sobre a autonomia do BC somente poderia ter sido proposto pela Presidência, e por isso possui inconstitucionalidade formal incontornável.

Demora médica

Está difícil a situação para as pessoas com alguns problemas de saúde que nada tem a ver com a Covid.

Os carentes de assistência temem se dirigir a hospitais e muitos médicos particulares ou conveniados com planos de saúde estão inativos ou atendendo a restritos cliente, mesmo adotando as mais sérias medidas sanitárias. Há casos de médicos marcando as consultas solicitadas para dois meses após.

Quem previu a possibilidade de sintomas graves, pode sofrer consequências desastrosas à espera de um exame preliminar ou pedidos de exames laboratoriais.

Burocracia nas farmácias

A modernidade de cadastro via internet, com possibilidade de encomenda via telefone ou e-mail para ir às lojas apenas buscar os pacotes, é um desafio à inteligência humana no mundo em que se acredita nas dificuldades dos idosos, solitários ou deficientes, que não podem ou não têm como se adaptar às normas.

O processo de atendimento é o mais arcaico. O cliente não entende os preços tabelados exageradamente e os descontos incríveis. Também não sabem a politica de “descontos adicionais de laboratórios e de planos de saúde”.

A burocracia do atendimento é exagerada. Mesmo clientes habituais e cadastrados têm de informar CPF, endereço, CEP e, em alguns casos, fazer teste da sua impressão digital Tudo sem falar das senhas de cartões e defeitos nas máquinas não reconhecendo os cartões.

Volta ao passado

Bons eram os tempos dos farmacêuticos do passado que conheciam os clientes e as suas necessidades, neles confiando.

Figuras como o Campos, da rua da Praia, ou do Medina e do Romário, da ZS, já não existem.

Foram substituídos por máquinas desumanas, que muito erram, nada esclarecem e estão orientados apenas para estimular as vendas, ainda que desnecessárias.

A imunidade

O presidente Bolsonaro surpreendeu ao considerar que a contaminação é mais eficaz que a vacinação. Certamente referia-se a algum depoimento de alergista que defendia a liberdade das crianças brincarem com terra e lama para adquirirem anticorpos.

Quando a vacinação começou, mais de um ano após a pandemia, já tínhamos lamentando mais de 200 mil mortes de brasileiros não imunizados.

O contágio se ampliou e a vacinação é demorada, além de exigir intervalos para uma segunda dosagem.

Mais de 69% dos brasileiros não tomaram, ao menos, a primeira dose. A escalada de óbitos está acelerada com as medidas de quebra do isolamento e pode subir ainda mais, no curso do inverno.

Você acredita?

JK construiu Três Maras e Furnas, o regime militar inundou área da atual Floresta Amazônica para implantar duas represas, barragens e duas hidrelétricas.

O modelo de privatização da Eletrobras vai gerar a implantação de alguma nova usina hidrelétrica?

O custo da energia vai baixar? Quem vai garantir os lucros dos investidores que estão enchendo os cofres do governo na era pré-eleitoral?

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