Painel: Caixa reduz juros do crédito habitacional na modalidade poupança

A Caixa Econômica Federal anunciou ontem uma redução na taxa de juros do crédito imobiliário. Os detalhes foram anunciados em um evento para o setor de construção civil realizado na sede do banco, em Brasília.

A redução dos juros ocorre em uma modalidade específica de financiamento habitacional, o crédito Poupança Caixa. A Caixa oferece atualmente quatro modalidades de financiamento da casa própria: crédito com taxa fixa de juros, crédito com correção pela Taxa Referencial (TR), financiamento corrigido pela inflação (IPCA) e o crédito Poupança Caixa, em que a taxa de juros tem uma parte fixa, definida pelo banco, e outra variável, que corresponde à remuneração da poupança.

É justamente na taxa fixa cobrada pelo banco que houve redução de 3,35% ao ano (a.a.) para 2,95% a.a. Com isso, o crédito Poupança Caixa passa a ser 2,95% a.a + rendimento da poupança. Variável, o rendimento da poupança corresponde a 70% da Taxa Selic, a taxa básica de juros, atualmente em 5,25%. Na prática, o crédito nessa modalidade terá correção de 6,62% a.a., se considerarmos o valor da Selic vigente no momento.

A partir de 4 de outubro, já será possível realizar as simulações com as novas condições da linha de crédito imobiliário Poupança Caixa, tanto pelo aplicativo Habitação Caixa ou diretamente no site do banco. As contratações começam no dia 18 do mesmo mês.

Atualmente, a carteira de crédito habitacional da Caixa soma um volume R$ 534,6 bilhões, com 5,8 milhões de contratos, o que representa 67,3% de todo o financiamento imobiliário concedido no país.

VOTO SEM O PODER DAS ARMAS E DAS CANETAS

Rio de Janeiro RJ- 07 06 2020 Policiais Militares do Rio de Janeiro observam inicio de manisfestação prò governo no calçadão de Copacabana. Foto Twitter PMRJ

A aprovação pela Câmara Federal de regras mantendo e ampliando a quarentena a ser exigida a agentes do Judiciário e da Segurança Pública ainda depende de aprovação no Senado Federal, mas para valer somente após 2026. Para o pleito do ano que vem estes agentes podem permanecer em seus cargos até o dia 2 de abril do próximo ano.

A determinação integrante do Projeto de Emenda Constitucional (PEC) visando a reforma eleitoral a ser finalizada no último dia deste mês de setembro atende ao princípio de que mudanças só podem ocorrer até um ano antes da eleição, que em 2022 será disputada a 2 de outubro.

São atingidos pelas restrições os magistrados, membros do Ministério Público, profissionais da Segurança Pública, incluídos os das Forças Armadas, agentes civis, bombeiros e até guardas municipais. Eles terão de se afastar quatro anos antes dos pleitos.

O objetivo é evitar a influência do poder destes cargos no processo eletivo.

Os excluídos

Entre os fatores que mais influenciaram a este entendimento foram lembradas a tentativa do ex-Juiz Sérgio Moro de concorrer à Presidência da República bafejado pela sua marcante atuação na Operação Lava Jato, levado para a cadeia o ex-presidente Lula que, em consequência, foi afastado da disputa; e o fato de Wilson Witzel, em igual situação emocional ter se afastado do cargo de magistrado no Espírito Santo para, em menos de seis meses, sair do anonimato para se tornar governador do Estado do Rio.

O clima psicológico ao sabor do “mito Bolsonaro”, em 2018, assegurou mandatos a muitos dos atuais senadores, deputados federais e deputados estaduais, apoiados na identificação de suas funções como coronéis, majores, capitães, tenentes e delegados de polícia.

Jeitinho eleitoral

Após a ampliação do desgaste do presidente Bolsonaro com análises sobre a possibilidade da sua ausência no segundo turno, o Congresso se apressa em encontrar soluções minoradoras no embate eleitoral.

A mais recente tentativa é uma Emenda Constitucional apresentada por Oriovisto Guimarães, do Podemos do Paraná, visando levar, para a hipótese de um segundo turno, nova disputa não com dois mas com três candidatos.

Na visão do momento isto garantiria as presenças de Lula, Ciro Gomes e Bolsonaro, assegurando ao eleitor escolher entre um candidato de esquerda, um de centro e outro de direita.

Solução moderadora

Mas há quem entenda a proposta como favorável a Ciro Gomes, cuja presença na segunda fase é incerta pela imaginação do quadro atual.

Entrando na disputa final ele poderia se apresentar como a opção ao radicalismo e se favorecer como opção para o eleitorado que rejeita votar em Lula como também em Bolsonaro.

A aprovação da medida teria marcantes mudanças no quadro político nos estados, onde os candidatos à reeleição para os governos têm mais chances de vitória.

Surgiriam novas alternativas para a renovação política reforçada pela proibição de coligações partidárias nas eleições proporcionais.

Escolhendo o adversário

Na hipótese de Jair Bolsonaro não participar do processo ou não chegar ao segundo turno pela regra atual, o ex-governador do Ceará também seria favorecido: sem ter Bolsonaro como antagonista, Lula perderia a condição de ser o único contra a opção Bolsonaro, diminuindo sua votação.

Nova disputa

Confiante no equilíbrio da sua gestão e na aceitação popular pelas suas medidas, o prefeito Axel Grael tem assegurado ser seu propósito manter-se à frente da Prefeitura durante os quatro anos do mandato conquistado.

Não afasta, porém, a possibilidade de uma nova disputa caso seja mantido o sistema de reeleição.

Resta saber se Rodrigo Neves alçará uma posição mais elevada para abrir mão de estar na disputa.

Sem flash

Felipe Peixoto deverá evitar fotos com governador a pedido de Eduardo Paes.
Em política, recomendação pode não ser obrigação. Mas inobservância gera exoneração na certa. E para que o casamento com Eduardo Paes não termine ainda durante a lua de mel, Felipe Peixoto terá de abrir mão da bigamia com o governador Cláudio Castro. Isso porque ontem, Eduardo Paes recomendou a todos os seus liderados que não tirem fotos com o governador Cláudio Castro.
Assim sendo, para se manter no comando da Coordenadoria Técnica para a Cidade Inteligente, na Prefeitura do Rio, Felipe Peixoto terá que adorar um santo só. Peixoto vinha tentando se manter politicamente vivo em Niterói tentando ser pai ou padrinho das ações do governo do Estado na cidade.

Incoerência social

Há dois anos este longo recuo da calçada do vasto terreno do “prédio dos eletricitários” alugado pelas sucessivas concessionárias de energia – hoje, Enel – está cercado por s correntes, estabelecendo uso privativo de “vagas de estacionamento”, protegidas, cada qual, por cadeados.

Ninguém pode usar o espaço público, nem mesmo os operadores, diretores ou grandes clientes da empresa privada. Já no trecho defronte à fachada, há estacionamento rotativo e os táxis têm de estacionar do outro lado da rua junto a isolada praça e o inativo campo da Concha Acústica. A área da Enel possui amplo espaço livre interno, inclusive com entrada e saída para duas vias importantes, uma defronte ao chamado “Museu do Cinema” que, na verdade, é um centro gastronômico.

É uma sucessão de agressões ao direito público, valendo lembrar que no final do calçadão, do lado externo, funciona um agressivo “mijatório” a céu aberto.

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