Painel: Busca de identidade a 10 meses da eleição

Raramente, os eleitores emitem seus votos demonstrando conhecimento e afinidade com as tendências declaradas pelos partidos: direita e suas variações; centro, com imagem moderada e variada; ou esquerda, com as variações do gênero esquerda democrática, esquerda socialista ou o radicalismo da extrema esquerda.

Os candidatos, especialmente a mandatos majoritários, buscam se apresentar como símbolos da unidade, aliando-se às mais variadas tendências, apesar da impossibilidade de integração de decisões sobre temas altamente conflitantes. Não definem programas de governo e quase sempre não tem alternativas a apresentar para melhorar o debate ou oferecer novos rumos à política e à gestão. 

O eleitor não sabe os caminhos a serem seguidos no Poder pelos candidatos, em meio à miscelânia de tendencias unidas na busca de ascensão política.

DIREITA E ESQUERDA

A constância de alusões a posturas de direita, centro e esquerda, não é conhecida pela grande maioria do eleitorado.

O comportamento dos partidos e dos eleitos aumenta a incompreensão.

A definição das políticas econômica e social segue tendencia de comportamento claros, no exercício do poder. Mas esta clareza é invisível na prática. Esquerdistas não denunciam os caminhos à direita, nos momentos do voto parlamentar e da formulação do comportamento governamental.

A inaceitável dolarização da economia, a inflação artificial, os grandes lucros de empresas estrangeiros ou de aplicadores de capital não produtivo, as causas do alto desemprego e das distorções salariais (especialmente no serviço público) não encontram um posicionamento claro dos que só falam em interesses nacionais e populares nas vésperas do processo eleitoral.

O eleitor é iludido e a desilusão é a causa maior do “analfabetismo político” dos povos.

CONSERVADOR E PROGRESSISTA

Outra definição de tendências política pouco avaliada é a postura conservadora ou progressista.

Os julgadores políticos, consideram como conservadores aqueles defensores da continuidade do ‘status quo’ vigente. São os defensores das normas capitalistas e dos que estão no poder ou dele se beneficiando. São concentradores da riqueza, indiferentes às mudanças para o equilíbrio social, ainda que baseadas em ensinamentos cristãos. Sobrepõem o interesse do lucro acima da necessidade do bom uso dos recursos naturais. Defendem privatizações até de setores indispensáveis à segurança nacional.

Os conservadores, não querem a taxação dos lucros extraordinários, das remessas de lucros excessivos para o exterior ou a redução das desigualdades sociais, mas aceitam tapar buracos com programas de ‘auxílios’ para evitar uma explosão social.

Os progressistas, aspiram a evolução social para todos que participam do progresso nacional. São atividades de campanhas salariais, e defendem cooperativas de consumo e de produção sem a concentração do poder econômico, ainda que desenvolvido através da expansão de empresas controladas por conglomerados de fácil acesso ao capital.

 Defendem o tabelamento de preços e a restrição às exportações, quando o mercado interno do país, ‘celeiro do Mundo’, está enfraquecido pelo desabastecimento.

A busca pelo nosso voto

Niterói e São Gonçalo somam 1.080.00 votos, superando a importância eleitoral de cinco Estados brasileiros que, na soma, elegem 15 dos 81 membros do Senado Federal.

Os dois municípios fluminenses têm poucos representantes na Câmara Federal.

O Estado de Roraima, com modestos 345 mil eleitores; o Acre com 533 mil; e o Amapá com 525 mil contam, cada um, com oito deputados federais. Tocantins, com 1.037.070 eleitores; e Rondônia, com 1.165.420, também integram a lista dos Estados que enviam oito deputados à Câmara Federal.

A maior representação é de São Paulo, onde 31,8 milhões de eleitores são representados por 70 deputados federais. O RJ é o terceiro, elegendo 46 membros para a Câmara dos Deputados.

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