Painel: BOLSONARO VETA FUNDO ELEITORAL DE R$ 5,7 BI

O presidente Jair Bolsonaro sancionou na última sexta-feira (20), com
vetos parciais, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2022. O texto
foi aprovado pelo Congresso Nacional há pouco mais de um mês e o prazo
para sanção terminava justamente nesta sexta. Ponto mais polêmico da
proposta, o aumento do Fundo Eleitoral, de R$ R$ 2 bilhões para mais de
R$ 5,7 bilhões, foi vetado pelo presidente. A LDO sancionada será publicada
na edição do Diário Oficial da União (DOU) na segunda-feira (23).
Pelo texto aprovado no Congresso, a verba do Fundo Especial de Campanha
seria vinculada ao orçamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE),
prevendo 25% da soma dos orçamentos de 2021 e 2022. Por esses cálculos,
o valor do Fundo praticamente triplicaria em relação ao orçamentos das
eleições de 2018 e 2020. Em nota, a Secretaria-Geral da Presidência da
República informou que o novo valor do fundo será definido pelo TSE e
incluído no Projeto de Lei Orçamentária Anual (Ploa) do ano que vem.
“Em relação ao Fundo Eleitoral, a Lei Orçamentária contará com o valor que
será definido pelo Tribunal Superior Eleitoral para o ano de 2022, com base nos parâmetros previstos em lei, a ser divulgado com o envio do Ploa-2022″. A pasta também confirmou que houve veto das despesas previstas para o ressarcimento.

RJ ABANDONA O CAPITÃO E GENERAL VAI PARA O SUL

Já há um entendimento de que, pelo menos no Estado do Rio, o Presidente Jair Bolsonaro não terá êxito em uma segunda candidatura ao Planalto. Isto é sinalizado em pesquisas de opinião e observado nos entendimentos políticos em relação à sucessão no Governo do Estado.
O quadro agora apresentado ao eleitorado levou a uma aprovação, no momento, de nomes mais à esquerda, como Marcelo Freixo, Rodrigo Neves e Felipe Santa Cruz, sem nenhum destaque para a direita, mesmo com a presença do atual governador Cláudio Castro na campanha sucessória já antecipada.
Possivelmente interpretado como uma terceira via, o prefeito carioca Eduardo Paes já havia anunciado estar fora da disputa. A outra opção seria Rodrigo Maia que, como ele, estava no DEM e agora será Secretário no governo “tucano” de São Paulo.

Olhar à direita

Se no pleito passado os fluminenses deram 5,6 milhões de votos à chapa Bolsonaro-Mourão, contra apenas 2,6 milhões obtidos no segundo turno pelo petista Fernando Haddad, a situação agora indica a sujeição a uma ordem de “esquerda volver” (vou ver) e não mais “olhar à direita”, como nas formaturas militares se posicionam as altas autoridades frente às tropas.
Até memo o vice-Presidente, general Hamilton Mourão, encarnado num espirito mediador no mundo bolsonarista radical, já pediu o boné: – “Se tiver de ser candidato, serei pelo Rio Grande do Sul, onde nasci”.
Mas, na terra de Brizola, Costa e Silva, e Médici, ele teria de medir força com os partidos de esquerda e, dentro da ala bolsonarista, com o Ministro Onyx Lorenzoni, que está no DEM.

Rodrigo, 5 estrelas

Imaginando manter uma carreira meteórica, ser sagrado como o “tertius” caído do céu e espalhando a esperança de trazer o desenvolvimentismo ao Brasil, com o êxito do seu conterrâneo Juscelino Kubitscheck, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco está buscando se aliar ao espírito conciliador do antigo PSD.
Ele está no DEM, partido do qual saiu o outro Rodrigo, o Maia, que não conseguiu eleger seu sucessor na Câmara Federal.
Afinal, o partido do paulista Gilberto Kassab, tem nos seus quadros figuras da expressão do mineiro Antonio Kalil, que chegou a ser cotado como presidenciável.

Quem é

Tendo chegado à presidência do Senado, derrotando Simone Tebet, e contando com a simpatia de membros da oposição, de velho ele só tem o nome da cidade onde nasceu há 51 anos: Porto Velho.
Mas iniciou sua caminhada política na cidade de Passos (MG), logrando em se eleger deputado federal, em 2014, e subido a escada para o Senado, com 3,6 milhões de votos – um quinto do eleitorado mineiro. Lá chegando, buscou – este ano conseguiu – a cadeira principal.

A indicação das letras

Nos anos 1950 e 1960, os nomes nacionais de destaque começavam com a letra Jota: Juscelino, João Goulart e Jânio Quadros.
Depois o G simbolizou os presidentes militares: Garrastazu Médici e Geisel.
Hoje o Erre está despontando em todos os níveis de forma mais ampla: R de Rodrigo, no Senado; R. Rodrigo Maia, na Câmara; e R de Rodrigo Neves pretendendo o governo do Estado do Rio.
O Jota de Jair não mereceu cinco estrelas, está ficando no passado.

Andaço

Muita gente foi acometida de vômitos, náuseas e sintomas leves de febre,
Há caso de uma família, dispersa em vários bairros, ter registrado sintomas que geraram preocupações.
Num dos oito casos, houve suspeita de se tratar de caso relativo à alguma variante do vírus.
Nada é certo, mas há a coincidência do exagerado aumento de internações em contraste com a baixa no número de óbitos.

Lembrai-vos de Vargas

A terça-feira marca o 67º aniversário do suicídio de Getúlio Vargas, no Palácio do Catete, no dia 24 de agosto de 1954.
Ele deixou uma histórica ‘Carta Testamento’, denunciando o golpismo que, como o golpe de 1º de abril de 1964, teve origem no exterior.
Na praça principal de Nova Friburgo, ela era admirada em letras de bronze, na íntegra. Em Niterói, o busto de Vargas nada lembra a sua denúncia histórica.
O seu teor tem de ficar escondido para não dar asas ao patriotismo e ao populismo.

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