PAINEL: ATUALIZAÇÃO DO CADÚNICO SERÁ NECESSÁRIA PARA RECEBER AUXÍLIO BRASIL

Com a previsão de atender até 16 milhões de famílias a partir de novembro, o Auxílio Brasil, programa que pretende Substituir o Bolsa Família, exigirá inscrição ou atualização no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) para os trabalhadores informais de baixa renda. Segundo a Medida Provisória 1.061/2021, esse é um dos critérios para ter direito ao benefício. Além dos dados atualizados no CadÚnico, a família deve ter renda mensal de meio salário mínimo por pessoa (R$ 550, atualmente) e renda mensal total de até três salários mínimos (R$ 3,3 mil, em valores atuais). A exigência não vale para quem recebe o Bolsa Família. Nesse caso, a migração para o
novo programa será automática, segundo o Ministério da Cidadania. Os valores das parcelas não foram definidos e só serão informados em meados de outubro.
A melhor maneira de saber se a família está cadastrada e se precisa atualizar as informações é por meio do aplicativo Meu CadÚnico. A ferramenta informa se o cadastro está desatualizado ou em processo de averiguação e permite a impressão de comprovantes. Caso o usuário não tenha internet, deve procurar algum Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) ou um posto de atendimento do CadÚnico. O endereço mais próximo pode ser localizado no site Mapas Estratégicos para Políticas de Cidadania (MOPS). Como atualizar Segundo o Ministério da Cidadania, a falta de atualização leva à exclusão do registro no CadÚnico depois de quatro anos. Todos os anos, o governo federal revisa os dados e chama as famílias com informações desatualizadas para corrigirem a situação, sendo que as famílias, no momento da inscrição, comprometem-se a atualizar os dados a cada dois anos no máximo. A atualização só pode ser feita em um CRAS ou em postos de atendimento do CadÚnico ou do Bolsa Família. Em caso de mudança de endereço, de telefone, de estado civil, de renda mensal ou em eventos de nascimento, adoção ou

Bolsonaro vive a pior fase de isolamento

O presidente Jair Bolsonaro chega ao Ministério da Defesa para reunião com o ministro Fernado Azevedo e Silva.

Não tendo conseguido êxito em demonstrar sua supremacia militar e colhendo a insegurança de ver os presidentes da Câmara Federal e do Senado opondo-se aos arroubos contra os Ministros do STF, o Presidente Jair Bolsonaro atravessa um mês de agosto marcado pelo crescimento de seu isolamento no Poder.

Já tendo admitindo dificuldades para um bom desempenho na campanha eleitoral, e informado de que não haverá a cerimônia em que o Presidente da República passa em revista às tropas, no 7 de setembro, Jair Bolsonaro sente perder o desejado brilho nos palanques oficiais.

Vive um momento sob pressão, inclusive de inquéritos como os que motivaram em 26 de agosto de agosto de 1992, a aprovação do relatório da Comissão que fundamentou o “impeachment” de Collor de Mello, em dois de outubro de 1992.

Contra Bolsonaro, pesam ainda acusações por ameaças ao Poder Judiciário.

No linguajar popular, Bolsonaro não é um candidato com perspectiva de Poder, mas onerado com a ampliação do seu esvaziamento, sofrendo o abandono crescente daqueles que o serviam no início do governo.

As cidades “imortais”

Dos 5.570 municípios brasileiros, 31 não registraram casos de óbitos causados pela Covid-19, e 85 foram abaladas – com uma morte por cidade – nestes 18 meses.

Mesmo que as ocorrências fatais possam ter sido registradas em municípios vizinhos, todas estas cidades tiveram baixos registros de ocorrência de casos de infecção pelo vírus.

A desconcentração populacional é muito favorável à preservação da saúde, a ponto de mais de 2.200 municípios terem registrado menos de 14 mortes. Isto representa menos de uma morte por mês.

Contraste

Situação bem diversa é de Niterói, cidade de elevado padrão de renda e dotada de invejável estrutura educacional e de saúde, mas com o destaque negativo de cerca de 2.200 óbitos por Covid-19. Isto representa em torno de 120 vidas perdidas em cada mês da pandemia.

Este absurdo número de mortes mensais se iguala às perdas sofridas por Iguaba Grande, ao longo de 18 meses, o que situa a cidade da Região dos Lagos como a 651ª a mais abalada no placar fatídico do país.

Parada cara

Em meio à discussão sobre estatização e privatização de serviços destinados ao público, um estacionamento na rua Gavião Peixoto, no bairro de Icaraí, em Niterói, oferece uma oportunidade de análise.

A Prefeitura de Niterói acabou com os estacionamentos públicos, e entregou a administração das vias públicas para a regularização do estacionamento, através de uma empresa privada, que cobra R$ 3,50 por duas horas do uso inerte do espaço urbano.

Já o estacionamento no subsolo de edifício comercial chega ao requinte de cobrar R$ 3,00 para cada 10 minutos de uso do espaço, totalizando R$ 18 por hora, e R$ 144 por uma jornada de oito horas.

O estacionamento ocupa área de 6m², dez vezes menos que um “ap” de 60 m². Neste cálculo, a ocupação mensal da vaga rende R$ 4,3 mil, quatro vezes mais que o aluguel do espaço maior.

O fim de agosto

O oitavo mês do ano ficou marcado pelo suicídio de Cleópatra, no ano 30 antes de Cristo.

No Brasil, ficou marcado pelo suicídio de Getúlio Vargas, no dia 24, do ano 1954 e, depois, em 1992, pela aprovação do processo contra Collor de Mello.

Já o General-Presidente Arthur da Costa e Silva, sofreu um derrame no dia 28 de agosto, e veio a falecer, sendo substituído por uma Junta Militar.

Dilma Rousseff teve seu “impeachment” definido no dia 31 de agosto.

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