Painel: ANO ELEITORAL COMEÇA SEM MUDANÇAS

Termina hoje (1º) o prazo para a transformação em lei de qualquer mudança com vistas às eleições de dois de outubro de 2022. As mudanças só poderiam ocorrer até um ano da data do futuro pleito e alterações no calendário do processo eletivo serão aquelas baixadas como normas reguladoras pelo Tribunal Superior Eleitoral.
Foi mantida a proibição de coligações para eleições legislativas e a única novidade é a possibilidade de formação de federações, unindo vários partidos assemelhados para atuarem no pleito e nos quatro anos seguintes.
Ficou afastada a hipótese de comprovação da manifestação do eleitor através do voto impresso, como pretendeu o Presidente Bolsonaro.
Sem ter conseguido fundar o seu “Aliança pelo Brasil”, ele confia na formação de uma ampla aliança com partidos do “Centrão”, o que é permitido em eleições majoritárias. A coligação poderá ser batizada com o nome do partido ainda não criado.

Vacina brasileira

A Fundação Oswaldo Cruz avançou na meta de produzir a vacina anticovid no Brasil, trabalho iniciado no desenvolvimento do IFA, insumo em fase final de comprovação da sua eficácia.
A esperança é de que até dezembro a Fio Cruz possa fazer as primeiras entregas visando a nacionalização da vacina, livrando-nos da dependência da importância, como ocorreu com relação à China que promoveu retaliações e suspendeu as remessas, diante das críticas formuladas pelo Presidente brasileiro.

Pobreza ativa

Muita gente está podendo suprir as suas necessidades caseiras e até profissionais, encontrando suprimentos a baixos preços na Feira de Neves, em São Gonçalo.
Os chamados catadores de papel, atuantes em Niterói, encontram muitos objetos dispensados por moradores de Niterói dotados de melhore condições de vida.
Muitos materiais, ferramentas, calçados e móveis recebem retoques durante a coleta, no meio da semana, e são levados para a feira popular onde compradores estão necessitados de descartados.
Não deixa de ser um comércio da solidariedade esta prática que confirma o “adágio da minha avó”, proclamando que “há sempre um pé descalço para um chinelo velho”.

12 anos depois

Em três de março de 2009 o português Antonio Pinho esteve em Niterói para inaugurar a então 22a. loja da sua marca “Guanabara”, ocupando o espaço de 25 mil m² das oficinas de bondes e trolleys do antigo SERVE (depois CTC-RJ).
Ante o valor histórico do “prédio da Cantareira” parte de um anexo foi destinado ao funcionamento do Espaço Cultural Antonio Callado, onde são raras as atividades culturais, apesar da sua excelente localização.
Não se consumou a proposta da existência de um “Museu do Bonde” no espaço já centenário. Ele foi prometido para ter exposição permanente sobre a evolução do transporte em Niterói, espaço cultural, cinema, lojas e restaurantes, o que não existe até hoje e nem é cobrado.

Drama no tráfego

Se foi atenciosa com a organização social aberta, com 850 vagas de empregos diretos, a Prefeitura não se preocupou com o impacto urbano.
A grande procura pelo “Guanabara”, em suas promoções, gerou graves engarrafamentos refletindo na cidade, o que levou o ex-vereador Wolney Trindde a dizer que a maioria dos compradores vinha de São Gonçalo, sugerindo à organização a abertura de uma filial naquela cidade, tendo sido concretizada a proposta.
O centro de compras e a Prefeitura não atentaram que as pessoas de Icaraí e de Santa Rosa não tinham acesso ao ”Guanabara”. E isto acontece até hoje porque quem procede daqueles bairros têm de adentrar ao bairro de Fátima para uma difícil travessia da Rua Marques do Paraná. Era preciso um mini-viaduto ou um avanço pequeno avanço no terreno do mercado, para alargamento do trecho inicial da rua São João.

Niterói parada

O sistema viário no entrono dos grandes empreendimentos tornou-se um pesadelo para quem vive e circula por Niterói, precisando cruzar ou acessar a rua Marques do Paraná.
A via foi transformada num “corredor rodoviário” privilegiando o desenvolvimento do tráfego retilíneo, desde a Ponte até o túnel para São Francisco.
Quem está nas vias perpendiculares e precisa sair do centro para os bairros à leste ou a norte, é retido por quatro minutos de fechamento do sinal, favorecendo a velocidade dos carros passantes, especialmente os vindos da cidade do Rio de Janeiro.
Uma verdadeira parceria pública deveria ser firmada com estes empresários e, no caso do “Guanabara”, com a construção de um viaduto ou um mergulhão no rumo norte. Os carros destinados poderiam contar com acesso na rua lateral ao mercado Amoedo, pois também seria beneficiado com a obra.

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