Painel: Anatel adia conclusão sobre edital do 5G

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) adiou ontem a conclusão da análise do edital do leilão do 5G. O adiamento ocorreu após pedido de vista feito pelo conselheiro Moisés Queiroz Moreira. A data para retomada da discussão não foi definida.

As regras foram avaliadas durante reunião extraordinária do Conselho Diretor da Anatel, na qual foram discutidos ajustes no edital para a disponibilização do espectro de radiofrequências para a prestação dos serviços de telecomunicações pelas operadoras. Serão disponibilizadas as frequências de 700 MHz, 2,3 GHz, 3,5 GHz e 26 GHz.

O 5G é uma nova tecnologia que amplia a velocidade da conexão móvel e reduz a latência, permitindo novos serviços com conexão com segurança e estabilidade que abrem espaço para o uso de novos serviços em diversas áreas, como indústria, saúde e agricultura, e na produção e difusão de conteúdos.

A proposta de leilão tem valor previsto de R$ 44 bilhões e está estruturada com foco em investimentos e oferta da tecnologia a todos os municípios com mais de 600 pessoas, e não na arrecadação de recursos para o governo.

Após a reunião, o presidente da Anatel, Leonardo Euler de Morais, falou sobre a complexidade do edital e disse que a análise da agência trará mais rigidez à licitação.

Segundo Morais, o edital é maior certame licitatório realizado na história do Brasil. Ele informou que, em 20 anos, R$ 160 bilhões deverão ser investidos obrigatoriamente pelas operadoras, inclusive a cobertura de 30 mil quilômetros de rodovias federais.

“Tão importante quanto o tempo de deliberação é a forma de deliberação, a forma como tem sido construído esse edital para que ele não tivesse um viés arrecadatório, mas um viés com muitos compromissos de investimentos, como nunca feito antes história do Brasil, sem precedentes no mundo inteiro”, afirmou.

Sonho de poder dificulta planos para 2022

Faltando um ano e 18 dias para a eleição presidencial de 2022, o quadro político ficou aberto com a ampla divisão tanto dos grupamentos definidos como integrantes do bloco político liderado por Jair Messias Bolsonaro como aqueles situados na oposição e ou ditos pretendentes a representar uma terceira via.

A crescente queda de popularidade e a ausência de produtividade do atual governante praticamente inviabiliza a sua candidatura pois ele perdeu a condição de se manter no governo através do golpe por ele preparado, não sendo descartada a possibilidade de um gesto marcante como a renúncia à candidatura, Afinal ele afirmara que “sem voto impresso não haverá eleições”.

Pedindo o boné

Além da perda dos seus grandes eleitores de 2018, ele está amargando a tristeza de assistir nomes expressivos do seu grupamento se declarando como candidatos ao Planalto. Estão entre eles o vice-presidente Hamilton Mourão. o presidente do Senado, Arthur Lira e até o ex-presidente Michel Temer, este despontado como o “salvador da Pátria” por haver domado o Messias Bolsonaro.

Além disto, grupos ativistas como o MBL e Povo na Rua, se enfraqueceram na desilusão e até estão dando uma guinada para a “centro esquerda”, a exemplo dos planos a médio prazo para o “Centrão”.

Parlamentarismo

A alquimia política gera fórmulas fantástica e a história muitas vezes se repete.

Supondo-se que o “mercado” (internacional) ainda tema o populismo de um Lula e a direita não abra mão das suas conquistas escravagistas, não se pode descartar o exemplo vivido quando se tentou impedir a posse do vice-presidente João Goulart.

Com a ameaça de guerra civil com o governador Leonel Brizola e o comandante do III Exército formando uma rede da legalidade, os ministros militares Odyllio Dennys, Augusto Radmacker e Grum Moss aceitaram a implantação do Parlamentarismo, aprovado a 7 de setembro de 1961.

O mineiro salvador

O “Salvador da Pátria” foi o deputado mineiro Tancredo Neves, escolhido para ser o primeiro-ministro.

Diminuíam-se os poderes de Jango porque caberia ao Conselho de Ministros a governança e ao populista a honra de ser o Chefe de Estado, mas com direito de indicar o “premier”.

Jango deu a volta por cima ao aprovar um plebiscito para definir a forma de governo, com esmagadora maioria dos eleitores defendendo o Presidencialismo.

Antes o Brasil adotou o parlamentarismo. Foi de 1847 até 1889, no período monárquico de D. Pedro II.

Oposição dividida

Execrado por anos e ressurgido como inocente diante das acusações que o levaram a quase 600 dias de prisão, o ex-presidente Lula surgiu nas pesquisas como a grande oportunidade para tirar Bolsonaro do poder.

Os eleitores que repudiaram o antigo líder metalúrgico e festejaram o “mito Bolsonaro” tiveram dificuldades para a recomposição política sabendo que grande parte do eleitorado, independente do comportamento de Bolsonaro, ainda não aceita o “amigo de Fidel Castro”.

Se admitem a derrota pessoal do atual presidente boa parcela dos políticos dos beneficiários dela estão preocupados com a sucessão regional e com a vinculação às candidaturas legislativas.

A oposição, além de Ciro Gomes, poderá optar por outras candidaturas.

Petrobras na mira

Governadores de Estado requereram à Justiça que a Petrobras suspenda a campanha publicitária em que busca lavar as mãos quando às sucessivas altas nos preços dos derivados e os altos lucros que seus acionistas têm obtido na Bolsa de Valores de Nova Iorque.

A empresa internacionalizada diz em anúncios que só R$ 2,00 do custo da gasolina são por ela operados, transferido a responsabilidade para o ICMS cobrado pelos estados (27,8%) e pelos tributos e taxas federais (11,4%) como Pis, Pasep, Confins e Cide.

Em 13 meses as empresas e empregados brasileiros foram penalizados em 47,9% beneficiando quem busca lucros nas ações negociadas no mercado internacional.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

1 × 4 =