PAINEL: AGORA É A VEZ DA BUSCA DE PARTIDOS PELOS DEPUTADOS

Mesmo com a expectativa do favorecimento eleitoral através do reforço bilionário de verbas decorrentes de emendas parlamentares, os mais de 300 deputados apoiadores da PEC dos Precatórios precisarão estar alojados nos mais de 15 partidos comprometidos com a reeleição do presidente Jair Bolsonaro.

O jogo eleitoral tornou-se mais complexo para os governistas. O “Auxilio-Brasil” já desenha um quadro de melhoria da imagem presidencial, neste tempo em que a pandemia está deixando de ser fator de desgaste para o governo, mesmo com o temor da continuidade do desenvolvimento do vírus como vem ocorrendo em algumas partes do mundo civilizado.

Para eles agora a questão já não é mais de blocos multipartidários para eleição de maior número de deputados, mesmo de tendências diferentes. O individualismo vai prevalecer na necessidade de novo alinhamento partidário, num pleito sem as coligações parlamentares, isto é, sem “campeões de votos” puxando para mandatos os menos votados.

O jogo agora será diferente. Não teremos mais um Dr. Enéas ou um Agnaldo Timóteo favorecendo a formação de bancadas heterogêneas formadas por candidatos com baixa votação, mas beneficiados pelas “sobras eleitorais” até então vigentes.

Índice da construção civil sobe 1,01% em outubro

O Índice Nacional da Construção Civil subiu 1,01% em outubro, 0,13 ponto percentual acima da taxa de setembro, quando houve variação de 0,88%. No acumulado de 12 meses, alcançou 21,22%, pouco abaixo dos 22,06% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Já de janeiro a outubro acumulou 16,79%.

Em outubro de 2020, o índice havia sido 1,71%. Os dados do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi) para outubro foram divulgados hoje (10), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O custo nacional da construção, por metro quadrado, saiu de R$ 1.475,96 em setembro para R$ 1.490,88 em outubro. Neste valor, R$ 888,45 são relacionados aos materiais e R$ 602,43 à mão de obra. Segundo o IBGE, a parcela dos materiais subiu 1,27%, o que representa alta de 0,06 ponto percentual em relação a setembro (1,21%).

Na comparação com o índice de outubro de 2020, quando ficou em 3,17%, houve queda de 1,9 ponto percentual. Em relação ao índice de setembro, apresentou elevação de 0,24 ponto percentual, que refletiu a parcela da mão de obra, com taxa de 0,64% e de um acordo coletivo de trabalho realizado no mês no Pará.

Comparada a outubro de 2020 (0,04%), a alta é de 0,6 ponto percentual. Os acumulados do ano, são 25,08% nos materiais e 6,42% na mão de obra. No período de 12 meses, foram 33,39% nos materiais e 6,88% na mão de obra.

A maior variação mensal em outubro (2,57%) foi registrada na Região Norte, com alta significativa na parcela dos materiais, em todos os estados, e o acordo coletivo celebrado no Pará. Nas outras regiões, o Nordeste ficou em 0,67%, Sudeste 1,06%, Sul 0,45% e o Centro-Oeste 1,22%.

Os custos regionais, por metro quadrado atingiram R$ 1.475,26 na Norte; R$ 1.395,40 no Nordeste; R$ 1.551,51 no Sudeste; R$ 1.572,52 no Sul e R$ 1.470,62 no Centro-Oeste.

O Pará foi o estado que teve a maior variação mensal. Chegou a 4,61%, com a alta na parcela dos materiais e o dissídio coletivo.

O prejuízo dos majoritários

A dispersão dos “majoritários de 2018” será marcante.

O PSL, por exemplo, tocado pelo “mito Bolsonaro”, elegeu Hélio Barbosa Lopes com 345.234 votos e Carlos Jordy com 204 mil, garantindo mandatos a mais oito, entre eles, Daniel Silveira, com 31.780 votos.

Na outra ponta, o PSOL garantiu 342 mil votos a Marcelo Freixo e 107 mil a Talíra Petrone. A deputada Flordelis alcançou 196 mil e o socialista Alessandro Molon, 129 mil.

Dos 46 eleitos, dez superaram 94 mil sufrágios e estavam inscritos em apenas seis dos 33 partidos que lutaram pelas demais 36 vagas, preenchidas com baixa votação, como os 12 mil dados a Jean Willians, que logo renunciou.

Poucos campeões

Agora todo mundo tem de buscar um partido levando a bagagem de campeão ou vice-campeão de votos.

São 46 vagas para 33 chapas de candidatos à Câmara Federal, sabendo-se que os extremos (governo ou oposição) não se limitarão ao brilho de dois ou três consagrados.

Legenda: Só Freixo e Flordelis estarão fora da disputa parlamentar

Moro no poder, mas sem poder

O ex-juiz Sérgio Moro decidiu ingressar no Podemos, mas afirmou não ter o propósito de ser candidato à Presidência. Há quem pretenda vê-lo como alternativa a Lula e a Bolsonaro, mas a terceira via já tem muitos postulantes. Tudo pode acontecer até março.

A crise do feijão

No mercado internacional a soja e o milho são culturas extremamente vantajosas para o agronegócio e, por consequência, estão sendo drasticamente reduzidas as áreas voltadas para a produção do feijão, principal e mais accessível alimento na mesa dos trabalhadores.

Um governo comprometido com seu povo tem um caminho: limitar áreas de plantio, taxação nas exportações do “produto nobre” e incentivo à produção do “alimento pobre”, em ação coordenada com cooperativas regionais e municípios.

O mercado interno tem de ser priorizado.

O 11 de novembro

É a data marcante da ação firme do general Teixeira Lott depondo os que assumiram o poder após o suicídio de Vargas e articulavam impedir a ascensão de Juscelino e Jango, eleitos pelo voto direto.

Com a proteção do almirante Penna Botto, presidente da Cruzada Anticomunista; de Carlos Lacerda e do general Odylio Denys, o presidente interino Carlos Luz refugiou-se no cruzador Tamandaré, após ter sido desacatado no seu ato de demitir o general Teixeira Lott do Ministério da Guerra. Lacerda asilou-se na Embaixada de Cuba, que na época era comandada por Fulgêncio Batista.

Na eleição seguinte (1960) Jânio Quadros obteve 5,6 milhões e derrotou Lott, que alcançou 3,8 milhões de votos. Jango concorreu e foi eleito vice-presidente. A votação era em separado.

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