PAINEL – A VOLTA DO PLANO DA HILÉIA AMAZÔNICA

Em nome da proteção mundial do oxigênio com o combate internacional aos desmatamentos, está de volta a proposta de transformação de áreas de nove países sul-americanos na “Hiléia Amazônica”, repudiada pelos brasileiros na década de 50, sob a liderança de senador Arthur Bernardes e acatada pelo presidente Vargas ao criar, em 1952, o Instituto Nacional de Proteção da Amazônia.

Os jornais “Correio da Manhã” e “Última Hora” lideraram a opinião pública contra o que foi chamado de tentativa de criar um novo Estado dentro do território brasileiro mas, que na verdade, envolvia nove países, inclusive as três Guianas existentes.

Os interesses internacionais sobre a Amazônia Peruana, a Colombiana e a Venezuelana sempre foram grandes diante das riquezas naturais alinhadas pelo Instituto (dito científico) da Hiléia Amazônica.

Com objetivos de exploração econômica internacional a nova bandeira ocupacionista está usando como razão da defesa da valiosa biodiversidade, a incapacidade do governo brasileiro em pôr fim à devastação das florestas em prol da mineração e da expansão agropecuária.

PETRÓLEO: PRODUÇÃO EM REGIME DE PARTILHA SOMA 486 MIL BARRIS EM ABRIL

A produção de petróleo média dos quatro contratos em regime de partilha alcançou, em abril deste ano, 486 mil barris de petróleo por dia (bpd), aumento de 3% em relação ao mês anterior. O dado consta no Boletim Mensal de Contratos de Partilha de Produção, divulgado ontem (13) pela Pré-Sal Petróleo (PPSA).

O campo que mais produziu no período foi Búzios, situado na Bacia de Santos, com 429 mil bpd. O restante foi produzido pelo Campo de Mero (44 mil bpd), Entorno de Sapinhoá (8 mil bpd) e Tartaruga Verde Sudoeste (4 mil bpd).

No mês em questão, a União teve direito à parcela de 18,8 mil bpd do total da produção diária, denominado Excedente em Óleo da União. Desse total, 6,9 mil bpd vieram de Mero, 6,1 mil bpd de Búzios, 5,4 mil bpd do Entorno de Sapinhoá e 400 bpd de Tartaruga Verde Sudoeste.

A PPSA informou que, desde o início da série histórica do regime de partilha, em 2017, a produção acumulada é de 167 milhões de barris de petróleo. Até abril deste ano, a parcela acumulada de petróleo da União era de 14 milhões de barris de petróleo.

Também no mês de abril, a produção total do gás natural com aproveitamento comercial mostrou média de 1,39 milhão de metros cúbicos por dia (m³/dia) em três contratos. Búzios contribuiu com 1,16 milhão de m³/dia, enquanto Entorno de Sapinhoá e Tartaruga Verde Sudoeste produziram 202 mil e 31 mil m³/dia, respectivamente. Em comparação a março, o volume de gás disponível apresentou aumento de 19%.

Em relação ao Excedente em Gás Natural, a União teve direito a 164 mil m³/dia em abril, dos quais 145 mil m³/dia foram provenientes do Entorno de Sapinhoá; 16 mil m³/dia de Búzios; e 3 mil m³/dia de Tartaruga Verde Sudoeste. Desde 2017, a produção acumulada de gás natural com aproveitamento comercial, em regime de partilha de produção, atinge 519 milhões de m³, sendo 119 milhões de m³ de direito da União.

Amazônia e Petrobras

Se a Doutrina Monroe, em 1822, estabeleceu a máxima da “América para os americanos” para subjugar países das Três Américas contra o poder ocupacionista dos europeus, agora o Brasil está sendo levado a uma nova tentativa a de ocupação colonialista.

A defesa da soberania nacional caberá a um movimento popular declarando que a “Amazônia é nossa: ninguém tasca”.

A Amazônia não pode seguir o modelo internacionalizado da Petrobras, levando o lucro verde para “investidores” estrangeiros às custas da deterioração da economia brasileira.

Lula, antiamericano

31.05.2022 – Lançamento do livro “Querido Lula – Cartas do Povo Brasileiro”, no TUCA, em São Paulo. Foto: Ricardo Stuckert

Não se sabe o que Biden e Bolsonaro trataram em meia hora de reunião secreta, em Los Angeles, mas circularam domingo informações “de fontes fidedignas” dando conta que o brasileiro teria considerado Lula uma ameaça aos interesses norte-americanos e pedido apoio à sua reeleição.

Também sem confirmação oficial, foi divulgado que o americano teria considerado seguro o processo eleitoral brasileiro.

Procura da verdade

Lançando dúvidas quanto a seriedade das eleições de outubro, o presidente Jair Bolsonaro não teceu comentários sobre as pesquisas de opinião pública registradas no TSE apontando Lula com ampla vantagem, beirando a possibilidade de sagrar-se presidente no primeiro turno.

Os eleitores bolsonaristas precisam de um alento e se as atuais pesquisas são tidas como realizadas por setores próximos à oposição, caberia às lideranças do candidato oficial encomendar uma “pesquisa independente”.

Seria bom ao público conhecer as duas verdades passíveis de aparecer, mas se as novas reforçassem a baixa aceitação do governista, ele teria de atenuar as suspeitas levantadas contra as urnas eletrônicas.

Cabo eleitoral

A noticiada informação de que na conversa reservada com Joe Biden o presidente brasileiro teria pedido a ajuda do norte-americano, no processo eleitoral, desmerece os dois que precisam manter a pose de estadistas.

Biden não é um bom cabo eleitoral junto ao povo brasileiro oprimido pela república do dólar.

A argumentação de que Lula pode prejudicar os interesses dos EUA é um gol contra.

No confronto Brasil x EUA toda torcida flamenguista, corintiana e atleticana vai apostar numa goleada verde amarela.

Sem pressão

Apegada às redes sociais e a alguns blogs, a maioria dos celularianos não se preocupa com questões econômicas e sociais.

Como se adaptassem à teoria de Bertolt Brecht, o analfabetismo politico está reinando pois acabou a opinião pública que pressionava os políticos por boas causas.

Até o presidente e o ministro da Economia, reunidos com empresários, admitiram a necessidade do congelamento de preços.

Sem pressão popular, nada vai acontecer.

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