Padronização de vans escolares gera polêmica

Em discussão desde 2013 na Câmara de Deputados, um projeto de lei que obriga motoristas de vans escolares a padronizarem seus veículos, está causando irritação na categoria. Tanto que hoje deverá ocorrer uma manifestação por volta das 8h30m com, pelo menos, 100 vans que percorrerão toda a orla da Praia de Icaraí, São Francisco, Charitas até a Região Oceânica. O ponto de encontro será na Praça da Cantareira. Deverão vir motoristas do Rio de Janeiro, Maricá, Itaboraí e São Gonçalo. A ideia é comover o poder público e a população, pois os condutores reclamam que a padronização promoverá menos segurança para as crianças e ainda acarretará em grandes prejuízos para os trabalhadores. O Sindicato de Profissionais Autônomos de Transporte Escolar do Rio de Janeiro fizeram um levantamento que apontou que as novas vans custaram cerca de R$ 200 mil.

A padronização exige que os veículos tenham sete metros de comprimento e cintos de apenas duas pontas, o que segundo os condutores, não é seguro. Muitos veículos possuem cintos de três pontas. As vans seriam como micro-ônibus e teriam cadeirinhas para bebês. A grande reclamação da categoria, além do valor, é com o tamanho dos veículos. Eles reclama que os carros não entrarão em determinados locais, como vielas.

“Eles estão propondo algo totalmente absurdo. Primeiro que o valor é alto. Já tivemos redução no número de contratos, estamos perdendo dinheiro. Esses micro-ônibus é muito grande, não entrará em locais como vielas. Em Maricá, por exemplo, seria um problema. Para mim essa mudança é para favorecer os empresários. Eles não vão melhorar a segurança das crianças”, disse Verônica Backx, delegada do sindicato.

A manifestação tem autorização da Prefeitura de Niterói, da Polícia Militar e o apoio de pais de alunos que usam o transporte escolar. “Procuramos realizar esse evento no feriado para impactar o mínimo possível o trânsito. Precisamos que o governo reveja essa norma porque inviabilizará o trabalho de milhares de profissionais em todo o país. Para nós é impossível arcar com a despesa que essa nova proposta de normatização está oferecendo”, afirma Verônica.

A Câmara de Deputados informou que não tem data para votação para que o projeto de lei comece a valer.

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