Padroeira do Brasil será festejada de forma diferente este ano

Por Raquel Morais

A advogada Maria das Graças de Macedo Soares, de 72 anos, é um exemplo de devoção para a padroeira do Brasil. Aniversariante do dia 26 de setembro, todos os anos ela comemora o aniversário no Santuário Nacional de Aparecida, em São Paulo, e a pandemia não mudou os planos da moradora de Icaraí este ano.

“Eu sou devota de Nossa Senhora Aparecida desde que eu me entendo por gente. Ela é nossa padroeira e eu me encanto por ela. Eu posso dizer que tudo que eu peço ela me dá. Fui no Santuário no mês passado e tomei os cuidados necessários, usei máscara e capote e me senti muito bem. Achei que tudo lá estava muito protegido e só tenho que agradecer minha ida lá. Ela me proporciona milagres diários e todos os dias às 6h15 eu rezo o terço para ela fazendo meus pedidos. A fé é algo inexplicável e muito emocionante”, contou.

A empresária Thaiana Valory, 32 anos, é outro exemplo de devoção à Nossa Senhora Aparecida. Ela explica que desde criança vai ao Santuário em excursão com a igreja.

“Sempre nutrimos um carinho por Nossa Senhora Aparecida. Minha irmã, Thaline, prestou vestibular para medicina e meus pais fizeram a promessa de que ela conseguindo a graça de entrar numa faculdade federal iríamos em família agradecer. E foi isso que aconteceu. Levamos o jornal com o nome dela e colocamos na sala dos milagres e depois de formada também levamos uma foto dela para por na mesma sala”, contou.

As graças alcançadas não pararam por aí na família Valory.

“Quando descobri que estava grávida, tive sangramentos, passei bastante mal, mas mesmo assim fomos até o Santuário e também entreguei à Mãe a minha gestação. Graças a Deus e por intercessão dela deu tudo certo e pude levar depois minha filha para conhecer o santuário”, frisou a mãe de Maria Sofia, de 4 anos.

Missas

O dia da padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida, é comemorado na segunda-feira (12) e este ano as celebrações serão diferentes em várias paróquias. Redução no número de missas em São Gonçalo e na Região doas Lagos, procissão de carros em vez de procissão a pé e uso obrigatório de máscaras de proteção são as principais mudanças nas celebrações para a santa. Mas com ou sem mudança os devotos de Nossa Senhora Aparecida não vão deixar de enaltecer à santa.

Na paróquia do Patronato, na Rua Doutor Francisco Portela, 762 em São Gonçalo, as missas serão às 7h, 8h30, 10h, 12h, 14 e 16h. Após a última missa está marcada uma carreata com uso obrigatório de máscaras e a recomendação de 1,5 metro de distanciamento. Também em São Gonçalo, na paróquia do Galo Branco, que fica na Travessa Nossa Senhora Aparecida, s/nº, a festa vai começar cedo com alvorada de fogos às 6h seguida de um café da manhã comunitário. As missas serão celebradas às 7h30min, 9h30min e 11h. A missa das 9h30min será celebrada por Dom José Francisco R. Dias. Das 12h às 14h terá um almoço (churrasco) especial e às 15h30min uma procissão de veículos seguida da Santa Missa.

Na Paróquia Nossa Senhora Aparecida, em Bananeiras (Araruama), na Rodovia Amaral Peixoto, KM 90 (Região dos Lagos), as missas serão celebradas às 7h, 9h, 11h e 19h.

HISTÓRIA DA SANTA – A história de Nossa Senhora da Conceição Aparecida tem seu início em meados de 1717, quando chegou a notícia de que o Conde de Assumar, D. Pedro de Almeida e Portugal, Governador da Província de São Paulo e Minas Gerais, iria passar pela Vila de Guaratinguetá, a caminho de Vila Rica, hoje cidade de Ouro Preto – MG. João Alves lançou a rede nas águas e apanhou o corpo de uma imagem de Nossa Senhora da Conceição, sem a cabeça. Lançou novamente a rede e apanhou a cabeça da mesma imagem. Daí em diante, os peixes chegaram em abundância para os três humildes pescadores. Durante 15 anos seguidos, a imagem ficou com a família de Felipe Pedroso, que a levou para casa, onde as pessoas da vizinhança se reuniam para rezar. A devoção foi crescendo no meio do povo e muitas graças foram alcançadas por aqueles que rezavam diante da imagem. A fama dos poderes extraordinários de Nossa Senhora foi se espalhando pelas regiões do Brasil. A família construiu um oratório, que logo tornou-se pequeno. Por volta de 1734, o Vigário de Guaratinguetá construiu uma Capela no alto do Morro dos Coqueiros, que foi aberta à visitação pública, em 26 de julho de 1745. Com o aumento do número de fiéis, em 1834 foi iniciada a construção de uma igreja maior (atual Basílica Velha).

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