Pacientes do Hospital Azevedo Lima passam noite de muito calor

Aline Balbino

Pacientes do Hospital Estadual Azevedo Lima, no Fonseca, passaram uma noite difícil entre quarta e quinta-feira (27/28). O sistema elétrico da unidade apresentou um problema por volta das 18 horas deixando centenas de pacientes no escuro e sem ar-condicionado. O hospital passou a funcionar com um gerador, mas o equipamento estava sendo utilizado apenas para casos de emergência. Grande parte dos pacientes foi transferida para outras alas para receberem atendimento adequado. Até às 16 horas de ontem, a luz ainda não havia sido restabelecida.

O calor no interior do hospital estava insuportável ao ponto de funcionários saírem da unidade para “pegar um ar”. Segundo enfermeiros que preferiram não se identificar, alguns pacientes menos graves foram encaminhados ao Hospital Estadual Alberto Torres, em São Gonçalo.
“Estou com uma tia passando mal lá dentro de tanto calor. É um absurdo um hospital ficar quase um dia inteiro sem luz. Isso não existe, gente”, reclamou Carla de Matos, de 31 anos.

Segundo a Enel, foi encaminhada uma equipe técnica ao Hospital Estadual Azevedo Lima e verificou que a interrupção no fornecimento de energia elétrica foi causada por um defeito interno. A empresa esclarece que está prestando apoio para equipe de manutenção do Hospital.
“Estamos até agora (quinta-feira, às 10:30) com pacientes da UTI e CTI passando um sufoco com o calor. Tivemos que abrir as janelas para o ar circular. As salas de cirurgia estão sem ar também. A situação está crítica. Estamos trabalhando numa situação sub-humana”, disse uma enfermeira que não quis se identificar.

A assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Saúde informou que houve um problema com um transformador localizado em frente à unidade deixando a região sem energia. Mesmo assim, somente o hospital está sem luz. Imediatamente os geradores do hospital foram acionados e permaneceram funcionando enquanto a empresa Enel realizava os reparos necessários. A direção esclarece que não houve desassistência aos pacientes e a unidade segue em atendimento.

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