PACIENTE AGRIDE MÉDICA GRÁVIDA EM UPA

O Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj) informou que está investigando denúncias de que uma médica grávida foi agredida no último fim de semana na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Parque Burle, em Cabo Frio. Segundo a Secretaria de Saúde do município, esse foi o segundo caso na mesma unidade, já que na semana passada, um médico também foi agredido.

O órgão confirmou que a médica estava de plantão e foi agredida por uma paciente e o caso foi registrado na delegacia. “Dois seguranças estão de plantão diariamente na unidade e a Prefeitura de Cabo Frio lamenta o episódio e repudia qualquer tipo de agressão”, disse em nota a Prefeitura.

A Prefeitura não deu detalhes sobre o tipo de agressão que a profissional sofreu. Mas, segundo funcionários da unidade, a médica, identificada como Drª Catharinw, está grávida e de 8 meses, e teria sido atingida com um objeto (supostamente uma caneta) no rosto por um paciente alterado. A médica acionou a polícia e procedeu na 126ª DP de Cabo Frio para registrar a agressão.

Outros pacientes que acompanharam a situação ficaram indignados. “Quem acha que a melhor iniciativa é a agressão ou seja, o ódio e a ira. Lamentavelmente perdeu a noção dos valores e da integrinidade.Um doutor em qualquer profissão, tem seus problemas também, apesar de crer, que praticam o discernimento, eles também são seres humanos. Por que só eles (funcionários) têm que ter paciência com os problemas que cada um tem.Chegamos lá passando mal, mas isso não nos dá o direito de partir para atitudes drásticas. Resumo o que falta na humanidade é o amor e a fé em Deus. Muito triste isso. Ver que uma pessoa se sacrifica durantes anos para ser agredida e desrespeitada. Nada justifica esse tipo de atitude”, lamentou Iris de Oliveira.

Segundo a Polícia Civil, o caso foi registrado como lesão corporal na Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam).

Ainda de acordo com a polícia, foi confeccionado um termo circunstanciado de ocorrência onde os envolvidos foram ouvidos e depois liberados.

A polícia divulgou também que o caso será remetido ao Juizado Especial Criminal (JECrim).

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