Outubro registra o menor número de tiroteios em 2019

Este ano, outubro teve o menor número de tiroteios na Região Metropolitana em comparação com todos os meses de 2019. É o que mostrou a plataforma Fogo Cruzado em dados divulgados na sexta-feira (1º). Em outubro foram registrados 461 confrontos, uma queda de 45% nos registros comparados com mesmo mês de 2018 (841). Na contramão, São Gonçalo teve um aumento de 52 para 68.

Com uma média de 15 tiros por dia, o mês de outubro retornou aos patamares de 2016 e 2017 e ocupa a 10ª posição entre os meses com menos registros desde que o Fogo Cruzado passou a contabilizar os tiroteios no Grande Rio, em julho de 2016.

O município do Rio de Janeiro foi o campeão no número de tiroteios e concentrou 57% do acumulado este mês, foram 261 tiroteios, em seguida vem São Gonçalo (68), Belford Roxo (36), Nova Iguaçu (16) e Niterói (15). Todas as cidades apresentaram quedas, no comparativo com o mesmo período de 2018, menos São Gonçalo que também registrou aumento no número de feridos (passando de 13 para 30) e de mortos em confronto, passando de 13 vítimas para 16.

O Leste Metropolitano, ficou na quarta posição no número de tiroteios, com 95 registros, mas concentrou o maior número de baleados na Região Metropolitana este mês, foram 67 no total, 35% do registrado em toda região (190).

Queda expressiva em Niterói
Niterói registro em outubro 15 tiroteios em outubro e ficou na quinta posição das cidades que mais tiveram confronto neste mês. Mas no comparativo com o mesmo período do ano passado, a cidade que estava na mesma posição era Nova Iguaçu que teve na época 38 tiroteios.

No comparativo mês a mês, Niterói apresentou uma redução de quase 66%, passando de 44 tiroteios para apenas 15. Segundo o comandante do 12º BPM (Niterói) tenente-coronel Sylvio Guerra acredita que essa redução se deve ao volume de armas apreendidas desde o início do seu comando.

“Com toda certeza não diminuímos nossas incursões no combate ao tráfico de drogas. Porém, diante de todo o trabalho de janeiro até aqui, pelos números de armas que foram retiradas de dentro e fora de comunidades, a gente acredita que tenhamos dado um impacto dentro dessas facções, em matéria de armamento. Além disso, me parece que hoje eles não enfrentam a PM, como estavam enfrentando no início do meu comando”, pontuou o comandante que completou ainda dando um recado.

“Não vamos dar trégua (ao crime organizado), continuaremos fazendo nosso trabalho e se houver necessidade do confronto faremos”, finalizou

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