Os novos desafios do petróleo

Wellington Serrano –

Macaé, no Norte do Estado do Rio de Janeiro, parou nesta quarta-feira (29) para o primeiro grande encontro do ano entre especialistas da indústria de óleo e gás, que aconteceu no Hotel Grand Nobile. O evento “Perspectivas e desafios do setor do petróleo” contou com a presença dos parceiros Reed Exhibitions Alcântara Machado, organizadora da Brasil Off Shore, do Instituto Brasileiro do Petróleo, Gás e Biocombustível (IBP), da Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Petróleo (Abespetro) e da Prefeitura.

Na ocasião, foram discutidas propostas de legislação e as novas perspectivas e expectativas do setor de petróleo para esse ano a serem apresentadas no Congresso Nacional ainda no primeiro semestre de 2017. Aspectos relacionados ao conteúdo local, tributação, licenciamento, abertura ao capital estrangeiro, flexibilização do operador único e incentivo à exploração fizeram parte do evento.

Durante apresentação houve um debate moderado pelo jornalista e apresentador Willian Waack, que explanou sobre o momento particularmente grave que o país se encontra. Segundo ele, o Brasil enfrenta uma crise fiscal e de representatividade. “A que ponto chegamos, a incompetência e a má gestão aceleraram a crise. A tão sonhada prosperidade não aconteceu e agora temos esse encontro com a verdade, onde somos obrigados a tomar medidas dolorosas neste momento que exige bom censo”, ressalta o apresentador.

Para o prefeito de Macaé, Dr. Aluísio, o encontro marca o anúncio da Brasil Off Shore, na verdade um preâmbulo inicial de uma feira que tem como objetivo discutir o dia a dia do petróleo. “Debater o conteúdo local e o reaquecimento da economia é fundamental para o Brasil. Estamos lidando com uma economia que é responsável por 12% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, que em 2012 tinha quase um milhão de empregos e hoje temos 510 mil pessoas desempregadas desde 2012”, lamenta o prefeito.

Segundo ele, discutir o petróleo hoje em Macaé é discutir a recessão econômica do país e com o marco regulatório compreendido e os leilões sendo readmitidos, agora é colocar na pauta o conteúdo local. “É importante que a população brasileira tenha essa percepção que existe um caminho para empregar os trabalhadores que pode ter a economia que pode oferecer um emprego de qualidade. O caminho é rediscutir a economia do petróleo, pois Macaé tem 40 anos de vida dedicados ao petróleo”, ressalta Dr. Aluísio.

O presidente da Abespetro, José Maria de Mello Firmo, disse que o evento foi importante para discutir os principais pontos da agenda. “Sem dúvida nenhuma os temas são muito importantes para a indústria que não tem uma bala de prata para resolver todos os problemas. A agenda é complexa com multifacetas e precisamos continuar evoluindo nas discussões para trabalhar nas soluções”, realça Firmo.

Mesma opinião de Antônio Guimaraes, secretário-executivo do Instituto Brasileiro do Petróleo, Gás e Biocombustível, que disse estar animado com a feira. “O encontro funciona até como um preâmbulo da Brasil Off Shore para podermos debater o setor de petróleo, que é importante para a economia. Temos que entender as oportunidades e tenho certeza que hoje, com o debate que tivemos aqui, a população que participou passa a entender melhor a dinâmica do setor e as oportunidades de investimentos para voltar a desenvolver a região e fazê-la pungente novamente. Para que isso aconteça uma série de itens devem ser endereçados como questões fiscais, regulatórias, que são todas oportunidades que estão no nosso controle. Aquilo que não está em nosso controle, que é a geologia, isto é a capacidade de discutir o petróleo, já está dado ao Brasil, que tem essa capacidade”, concluiu o secretário.

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