Os molambeiros estão voltando

Desejo as leitoras e leitores, colegas de A Tribuna um Natal de SAÚDE, SAÚDE, SAÚDE, SAÚDE e paz.

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Andando pelo centro do Rio, destruído por crivella e seus guardiões e asseclas, o cheiro de xixi e cocô não só incomodava como irritava. Além da vadiagem do prefeito há o molambeiro, bípede que não mora onde mija, não tem educação, qualquer relação afetiva com a cidade onde está e, por isso, cospe no chão, atira lata de cerveja na rua, sobre nas calçadas de moto, carro, bicicleta, enfim, esse mamífero urbano deveria ser estudado em profundidade porque, diz a minha tosca intuição, que ele pode ser o tal elo perdido entre o homem e o porco.

O molambeiro não tem sexo, cor, classe social, nível de instrução. Riquíssimo ou paupérrimo é uma bola de sebo rolando pelas cidades, saltitando estrume para todos os lados. Atualmente tem como veículo preferido a motocicleta, em geral equipada com um tal de baú onde alguns carregam cachaça, cheirinho da loló, crack e outros aditivos muito comuns a espécie. Se um dia a polícia fizer três meses de asfixia (blitz permanente) só de motocicletas, a segurança pública vai melhorar 500% porque além de baderneiros, escroques sociais, paladinos da imundície, muitos são bandidos, trabalham para o tráfico, milícia e afins. Eles difamam os bons motociclistas, que usam moto para o trabalho, lazer civilizado. Em Bogotá (Colômbia) a prefeitura proibiu, poucos meses atrás, a circulação de motos de até 200 cilindradas com garupa. A bandidagem levou um tombo. No Brasil? Nada é feito.

Molambeiros gostam de andar em bandos e contrariando normas internacionais de segurança, circulam de motocicleta sem camisa, calçando chinelos de dedo, dispensam capacetes idem, cano de descarga cortado (barulho infernal) e em zigue zague entre os carros. Eles fazem porque deixam fazer. E daí?

Em Niterói, um dos points da molambada na primavera/verão é a praia de Itacoatiara, onde os molambeiros encontram molambeiras com quem copulam e perpetuam a espécie. De 10 anos para cá Itacoatiara virou moda entre eles e entrou na rota da barbárie desses animais que na primavera e verão, geralmente sem documentos, invadem o bairro fazendo enorme barulho, brigam no meio das ruas, fazem xixi em qualquer tronco de árvore e enchem de cocô e latas de energético genérico a bizarra restinga da praia que tem mais de dois metros de altura, servindo de refúgio para os meliantes. Eles já invadiram Charitas, Adão e Eva, Itaipu, Flechas, Boa Viagem, mas são insaciáveis.

Nas praias (principalmente Icaraí) são moradores do bairro que bloqueiam a circulação de pedestres porque jogam futebol (altinho) na beira d’água (mulheres, velhos e crianças que se danem), dão saltos mortais as gargalhadas no mar onde mais uma vez aproveitam para fazer xixi e cocô aos gritos de “tá dominado, rapá….”. Na areia, funk, pagode e sertanejo aos berros naqueles equipamentos de som chineses por onde a diarreia musical transita.

Os moradores locais? Muitos estão entre eles. Molambeiro não é sinônimo de forasteiro, muitos moram na área. Mas, de uma maneira geral, os habitantes dos locais que citei morrem de medo. Os locais tiram o corpo fora, dizem que “os estrangeiros é que são perigosos e acham que a praia é deles”.

Com certeza não ia acabar bem se eu pegasse um molambo desses defecando em frente a uma creche (para eles tanto faz). Aliás, é por isso que não tenho ido a praia sábado e domingo, dia nenhum, onde a civilidade é minoria absoluta.

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