Os discos voadores na Praia de Itaipu e os amigos do cacete que passaram por mim em 2020 e vão continuar em 2021

Começo o ano mais otimista do que tanajura no verão porque tenho certeza que toda essa barbárie vai passar já que nem a própria barbárie aguenta mais tanta pancada, tanta varada e, sobretudo, tanta injustiça.

Quero desejar o melhor dos mundos em 2021 aos leitores e a uma pequena relação de pessoas que me ajudaram muito em 2020, pela amizade, confiança, camaradagem. Pessoas como minha mãe Kilza e o seu apoio espiritual/emocional; Jordan, Dandan, Gustavo Amora que levaram fé no meu taco e me abriram esse precioso espaço aqui em A Tribuna; meu irmão Fernando de Farias Mello e a cunhada Milena Beranger de Barcellos; Adriana Odara Andriole, a musa; Alvaro Fernandes, irmão afetivo e espiritual, Roberto Dutra Siri, the best, Juliana Benício, caramba, como valeu dar os primeiros passos a seu lado nessa estrada que está apenas começando!; Márcio Paulo Maia Tavares (meu eterno melhor amigo, desde os 11 anos), Maria Carolina Jasbik Rodrigues (muito obrigado por tudo!!!), Leila Aguiar Teixeira (jamais esquecerei do que você fez e faz por mim!), Cornélio e Cristina Melo (poxa, muito obrigado pela força), Jane Lapa, por aplacar a minha angústia e dar suporte pessoal e jurídico quando a ema gemeu; Catherine Beranger de Farias Mello, sobrinha mais do que filha; Manuela Pinheiro, uma nova amiga candidata a eterna; Tomás Portella, um cara que chegou junto na hora certa; Raissa Richelle, muito obrigado por aturar o meu lado sem noção no quesito nota fiscal; Rodrigo Moreira, parceiraço na Rádio Devaneio que espero conhecer pessoalmente em 2021; Dushka Soban Takana, obrigado! Tora! Tora! Tora!;  Isabella Mota, você é gente muito boa; Marcelo Macedo Soares, amigo lá da casa do cacete de outros jornais, timoneiro aqui de A Tribuna; Simone Crisóstomo, a mais mineira das portuguesas, via Rio de Janeiro, amigaça;  Marilia Câmara Torres, obrigado pela confiança, minha amiga;  Alê Martins, que beleza!!!! Viva você!!!!; José Augusto Peçanha, valeu a sua presença, o tempo todo, Nota mil!; André Moragas, o Truman Capote da Barra. Obrigado, meu amigo; Elaine Lima, que bom ter você na área; Ernesto Guadá Guadalupe o homem que veste o mundo de jornais; Ana Claudia Guimarães, obrigado!; Ricardo Giesta, secular amigo; Helena Tavares, que bom!; Bettina Chateaubriand, bom te rever!; Tetê Mattos, viva!; Suzanna de Farias Mello, prima querida, obrigado pela força.

Caramba acabou o meu espaço. Para não haver injustiças vou fazer uma segunda edição de agradecimentos semana que vem, tá legal? Agora vamos ao texto de hoje.

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Nem tudo na vida á caraminhola. Por menos filosófica e subjetiva que sejam, não devemos desmerecer uma rabada à bangu, iguaria que conheci em Mury, perto de Friburgo, nos anos 90.

Quero dizer que neste começo de ano é hora de reavaliar algumas opiniões relacionadas a Ovnis. Sei que é politicamente incorreto, mas prefiro chamá-los de discos voadores.

Já tinha avistado mas nunca acreditei neles. Mesmo nos anos 80 quando estava na praia de Itaipu com Steve Hackett, Hilário Alencar, Selma Boiron e Carlos Lacombe, e vimos, todos, milhares de gigantescas bolas vermelhas subindo para o céu, em silêncio profundo, durante quase um minuto e ninguém entendeu. Não sei se Selma e Hilário lembram da visão. O grito aflito, extasiado do Steve (“Fly saucers! Fly saucers!”) não me sai da lembrança.

Steve veio tocar no Brasil, precisamente em Niterói, há uns dois anos. O produtor Steve Altit, responsável pela vinda dele me ligou. Eram umas duas da tarde, ele estava no aeroporto (acho que no sul) com o músico e eu me estressando na vila de um caixa eletrônico daquela cloaca espanhola. Altit me perguntou “é verdade que vocês viram discos voadores em Niterói lá por 1983? O Steve (Hackett) está falando nisso direto” e passou o telefone para ele. “Olá Luiz, how are you?”, mas a ligação caia e então o grande Altit combinou com ele de nos encontrarmos no camarim depois do show.

Na noite do show eu e meu irmão fomos ao camarim do Teatro Municipal de Niterói e encontramos um eufórico Steve Jackett nos apresentando a esposa: “eles que estavam comigo naquela praia onde vimos os discos voadores”.

Nunca aceitei a visão que tivemos, mas apesar de ter formulado milhões de hipóteses não cheguei a remota conclusão do que teria sido. Na época, voltei a Itaipu, conversei com locais, falei com o saudoso médico, hipnólogo e perito e em Ovnis, Dr. Silvio Lago, que se ofereceu para fazer uma regressão com o grupo e a partir de nosso relato, buscar uma explicação. Gênio, ele usava a hipnose para verificar se relatos de pessoas que diziam ter visto discos voadores eram reais ou algum tipo de ilusão, e mandava os resultados para a Nasa. Optei por não fazer a regressão e nem falar com ninguém.

Pior. Meu ceticismo em relação ao assunto piorou, radicalizou de tal maneira que as pessoas que comentavam comigo sobre o fato (saiu em jornais) só me ouviam debochar e até fazer uma comparação grosseira: “disco voador é como patrocínio eu já vi, mas não acredito”, e encerrava o assunto. Achava que naquela noite de inverno, bela e fria, todos nós sofremos algum tipo de surto psicótico. E vou deixar claro, Steve não gosta de drogas, nem eu, nem Hilário, nem Selma, nem ninguém. Ele tomou café no copo com camarão frito. Mas o fato de sermos todos roqueiros é um carimbo de doidão na testa.

A reação do Steve no camarim do teatro me levou, finalmente, a me render explicitamente as evidências. Afinal, um inglês cosmopolita que dá voltas ao mundo o tempo todo até hoje comenta um fato que se passou há mais de 30 anos. Foi muito impactante para ele, para os amigos que lá estavam e agora, admito, foi impactante e muito emocionante para mim também.

Por isso, pensando bem, peço desculpas a quem crê em Ovnis pelos anos que passei esculachando o assunto, fazendo piadas. Peço desculpas ao grupo de ouvintes que me recebeu tão bem em Varginha quando inauguramos a Rádio Rocknet (a primeira na web, tempos de conexão discada) e quando vi que na entrada da cidade tem um pórtico cheio de E.T.s verdes intimamente debochei, escrachei, até em astropornografia pensei. Não falei, mas pensei. Claro, esculachando de modo irônico, debochado, mas esculacho é esculacho. Aproveito o embalo e peço desculpas também aos budistas por tudo que andei dizendo e fazendo ao longo do tempo (sem detalhes).

Aceito a aparição de Itaipu, aceito que vi sim discos voadores, que lamentei não estar com uma câmera fotográfica, que aquela imagem sobrenatural me fez bem, me banhou de encantamento, que por alguma razão eu quis suprimir da minha história. Da mesma forma quando quase quebrei acidentalmente uma imagem ligada ao budismo (foi sem querer) e não pedi desculpas a quem crê. Peço agora.

P.S. – A foto que ilustra este texto mostra bolas semelhantes a de Itaipu. Só que as que vimos eram vermelhas e subiam velozmente na vertical.

P.S. 2 – Márcio, irei a São Tomé das Letras conhecer a tal gruta azul que todo mundo fala.

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