Orquestra La Salle lança álbum comemorativo de seus 60 anos

As notas musicais que saem dos instrumentos já são familiares a Niterói. Com mais de seis décadas de história, a Orquestra La Salle segue comemorando o seu legado. No último domingo, um show gratuito marcou o lançamento do álbum comemorativo dos 60 anos de Orquestra, gravado entre setembro de 2018 e março deste ano. Oitenta alunos do Colégio La Salle Abel tocam repertório eclético, com músicas de Tom Jobim, Beethoven, Beatles, João Donato, Gilberto Gil e Milton Nascimento, sob a regência do maestro Henrique Manso Junior.

Agraciado com a Medalha Felisberto de Carvalho pelo seu trabalho na área cultural do município, o maestro é neto de Pedro Motta, fundador da então Orquestra Típica de Ritmos La Salle, e filho de Henrique Manso que também já esteve à frente do grupo. Desde 1957 a Orquestra do Colégio Abel já se apresentou em cerca de 200 cidades brasileiras e em diversos estados, entre eles São Paulo, Rio Grande do Sul e Distrito Federal, além de ter gravado dois CDs e dois LPs. Em 2017, o grupo recebeuMoção de Aplausos da Câmara Municipal de Niterói. Naquele ano, do 60º aniversário, um grande show foi realizado no Teatro Municipal, em performance que motivou a gravação do álbum a partir do ano seguinte. Ao todo são 12 faixas musicais e cerca de 100 instrumentalistas. Esse também é o número de integrantes da Orquestra, composta por alunos do 1º ano do Ensino Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio, com inspiração em influências musicais brasileiras e estrangeiras. A formação atual da Orquestra contempla flauta doce, flauta transversa, saxofone alto, saxofone tenor, trompete, violão, guitarra, baixo, teclado, bateria e percussão, além de cantores.

O álbum comemorativo, patrocinado pela Águas de Niterói, conta com integrantes e ex-integrantes da Orquestra La Salle, assim como com participações especiais de Roberto Menescal, Marcelo Martins, Carlos Malta, Sinfônica Ambulante e do Coral Pequenos Cantores de Canoas (Rio Grande do Sul). “O álbum vem marcar todo o trabalho feito na escola que começou com o meu avô, passou pelo meu pai e hoje tenho a honra de dirigir. Vem trazer para o grande público os arranjos e a forma da orquestra de executar músicas, de apresentar às crianças um repertório de qualidade”, avalia Henrique Manso Junior. Em sua fala, ele mostra o motivo das notas musicais que saem dos instrumentos serem importantes, para além de familiares à cidade: “Como maestro e mentor das crianças é muito bom interagir, ver como elas evoluem e se superam a cada ensaio, a cada show. Estou acostumado a ver um aluno entrar na flauta com 6, 7 anos de idade e acompanhá-lo até 18, 19, 20 anos porque muitos saem da escola, mas ficam por mais um tempo na Orquestra. Além do desenvolvimento de percepção musical aguçada, ajudamos na formação do caráter, na responsabilidade e no comprometimento”.

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