Oposição protocola mais um pedido de impeachment de Bolsonaro

Os seis partidos de oposição (PT, PSB, PDT, PCdoB, PSOL e Rede) protocolaram na quarta-feira (27), na Câmara dos Deputados, mais um pedido de impeachment do presidente Jair Bolsonaro. A motivação é a atuação do Governo Federal no combate à pandemia da Covid-19. Também quarta-feira (27) foi protocolado outro pedido, este por parte de lideranças religiosas, sob os mesmos argumentos.

De acordo com a Secretaria Geral da Câmara, foram apresentados outros 63 pedidos de impeachment, por diferentes motivos, dos quais 56 estão em análise. Os demais cinco foram arquivados ou não aceitos por questões formais, sem que o mérito fosse analisado.

A decisão sobre a abertura ou não um pedido de impeachment cabe ao presidente da Casa. Rodrigo Maia (DEM-RJ) deixará o posto na próxima semana, quando haverá a eleição para decidir quem irá sucedê-lo no comando da Câmara.

O protocolo do pedido da oposição foi anunciado em um ato no Salão Negro do Congresso com a presença de parlamentares e presidentes nacionais das legendas. O pedido tem a assinatura dos presidentes Gleisi Hoffmann (PT), Luciano Santos (PCdoB), Juliano Medeiros (PSOL), Carlos Siqueira (PSB) e Carlos Luppi (PDT), além dos porta-vozes da Rede, Pedro Ivo e Laís Alvez Garcia.

Além deles, as lideranças dessas legendas no Congresso também são signatárias do documento, que acusa Bolsonaro de ter cometido 15 crimes de responsabilidade.

Segundo o líder da Minoria na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), o pedido identifica o que os signatários consideram de Bolsonaro relacionados principalmente à pandemia da Covid-19.

“O pedido de impeachment está embasado no direito supremo à vida”, afirmou o líder da Minoria na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE).

Já a deputada Fernanda Melchionna (PSOL-RS) declarou que as ações do presidente durante a pandemia “custam vidas”.

“Não é que Bolsonaro não ajudou a ciência, ele combateu a ciência. Não é que ele negligenciou a vacina, ele boicotou a vacina”, disse.

Entre os crimes de responsabilidade apontados no pedido, os signatários afirmam que Bolsonaro não garantiu o direito à saúde no caso da pandemia e não priorizou o combate à doença. Eles afirmam que também não houve uma coordenação de caráter nacional para orientar estados e municípios.

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