Operadora denuncia que está sendo impedida de manter serviço em Maricá

Empresa emitiu comunicado informando a situação aos seus clientes

De forma surpreendente, a operadora de internet Leste Telecom, empresa que atua em vários municípios da região Leste Fluminense, emitiu, no último sábado (14), um comunicado a seus clientes do Condomínio Residencial Carlos Marighella, em Itaipuaçu, Maricá, esclarecendo que a empresa deixará de prestar serviço na região devido a ação de traficantes.

A nota foi publicada nas redes sociais da empresa e causou grande repercussão entre os moradores de Maricá. No comunicasdo a empresa explica “que pela segunda vez em menos de uma semana fomos impedidos por traficantes de prestar serviços no local [se referindo ao condomínio Carlos Marighella].” A nota ainda esclarece que uma equipe da empresa teria sido abordada na localidade e informada que, para ela continuar prestando serviço no condomínio, precisaria “fechar” com o chefe do tráfico da localidade. “Sem pagamento, não entraríamos mais”, destaca a nota.

Ainda em seu post nas redes sociais, a Leste Telecom relata estar convicta de que os traficantes ou “provedores ‘fechados’ com estes”, já teriam iniciado o corte de cabos mantidos pela empresa no condomínio, assim como o vandalismo de seus equipamentos na localidade. Por isso, ainda de acordo com a nota, a empresa informa aos seus clientes que ela “não poderá mais enviar equipes para manutenção e muito menos para novas instalações, no condomínio.”

A empresa denuncia que vem sendo impedida de também prestar serviço no Residencial Carlos Alberto Soares de Freitas, em Inoã, desde 2018. Segundo a nota, a Leste Telecom teria feito várias tentativas de atender os moradores do residencial em Inoã, mas “em todas fomos impedidos por homens armados.” A empresa esclarece que seu projeto de expansão para a cidade de Maricá previa prestação de serviço para todas as regiões da cidade, mesmo aquelas “que tinham fama de ‘perdidas’”. Segundo a nota, a empresa instalou uma rede capaz de atender toda cidade, “da região mais nobre até a mais simples”, afirma.

A Leste Telecom conclui a nota lamentando constatar fatos semelhantes em outros municípios da região, tais como São Gonçalo e Itaboraí. A empresa lembra que já perdeu localidades em pequenas regiões periféricas e agora vê a situação acontecer em bairros e distritos inteiros. “Hoje temos de ‘aceitar’ operar onde ‘ainda podemos trabalhar’. Não desejamos isso para a cidade de Maricá. Lamentamos muito por ter que escrever essa nota e interromper atendimento a mais um local na cidade. Ainda são apenas 2! Ainda”, finaliza a nota.

Em seu comunicado aos clientes, a Leste Telecom afirma ter apresentado os fatos às autoridades e que foram “oficialmente protocolizados” na 82ª DP (Maricá), assim como comunicados ao 12º BPM (Niterói).

O comandante do 12º BPM, tenente-coronel Christiano Dantas afirmou que já está acompanhando as denúncias, embora não tenha sido comunicado oficialmente. “Isso pode ter sido comunicado ao comando anterior, na minha ação ainda não passou. Já estou com algumas ações programadas com a delegacia. Eu vi pela rede social, mas pelo canal oficial ainda não chegou. Já estamos acompanhando”, disse. Procurada pela reportagem, a Polícia Civil ainda não se manifestou.

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