Operação ‘Zero Ponto’ mira quadrilha que atuava em São Gonçalo

Seis pessoas foram presas, na manhã de segunda-feira(1), em operação contra quadrilha que atuava na transferência de pontos de CNH do verdadeiro infrator da multa de trânsito para o nome de uma empresa ou para terceiros, sem o conhecimento destes. Foram cumpridos mandados em várias cidades, entre elas São Gonçalo.

A ação, batizada como “Zero Ponto”, foi coordenada pela Delegacia do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro (DAIRJ). O bando é apontado pela Polícia Civil como um dos maiores do país e, também, transferia veículos de forma fraudulenta. Os agentes também apreenderam processos administrativos referentes às fraudes para identificar outros envolvidos na prática criminosa.

Além de São Gonçalo, foram cumpridos mandados em casas e órgãos de trânsito da capital e em Nova Friburgo, na Região Serrana. A ação teve apoio da Corregedoria do Detran. Segundo os agentes, apenas uma das pessoas investigadas transferiu quase 3 mil multas para seu nome, totalizando mais de 15 mil infrações diversas como real infratora. Após a transferência, ela entrava com recurso para receber o dinheiro de volta. Todavia, policiais descobriram que a mulher não possuía CNH e, sendo assim, não podia ser a real infratora em multas aplicadas em grande frequência.

“Os reais infratores buscavam os serviços da empresa investigada para reaver a multa, tinham seus pontos zerados e acreditavam que o recurso havia sido aceito. Contudo, os pontos eram retirados por meio de fraude, pois ao transferir a multa para terceiros, tal empresa recebia o pagamento pelos serviços prestados e ganhava credibilidade, conseguindo novos clientes por meio de divulgação em redes sociais, principalmente motoristas de aplicativos”, explicou o diretor do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE), delegado Felipe Curi.

De acordo com a delegacia, a investigação teve início em julho de 2020, quando uma empresa de locação de veículos comunicou a não devolução de um automóvel. O carro havia sido transferido de maneira fraudulenta para uma pessoa sem autorização dela. Ao ser intimada para depor, a vítima alegou são ter conhecimento sobre o fato e disse que várias infrações de trânsito haviam sido anotadas de maneira irregular em seu nome. Ela disse que sofreu um acidente de trânsito e teve seus documentos divulgados nas redes sociais e, em seguida, várias fraudes foram feitas em seu nome em órgãos de trânsito.

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