Operação do Ibama apreende 30 toneladas de pescado em Niterói

Anderson Carvalho –

Em operação realizada pouco antes das cinco horas da manhã da última quarta-feira (28), agentes do Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis) apreenderam três traineiras que realizavam pesca proibida na Ilha do Caju, ao lado da Ilha da Conceição, na Zona Norte de Niterói, além de quase 30 toneladas de pescado, como corvina, bagre, bicudo, polvo e anchova. A operação foi realizada após a informação de que havia uma embarcação irregular na área. Foi a primeira realizada este ano no estado do Rio com resultados e a maior dos últimos meses em todo o território fluminense.

Segundo o Ibama, o produto apreendido foi doado ao Programa Mesa Brasil, do Sesc, que atende pessoas e comunidades em situação de vulnerabilidade social e nutricional. O pescado estava indo para a Ceasa (Central de Abastecimento do Estado do Rio de Janeiro), no bairro do Colubandê, em São Gonçalo. No local também foram apreendidos quatro caminhões que eram usados para cometer a infração ambiental, bem como mais de 400 tabuleiros de pescado. Ainda está sendo verificado o tipo de multa a ser aplicada aos caminhões. Eles são de fora da cidade.

Os proprietários dos barcos e os mestres receberam multas superiores a R$ 350 mil, que podem ser ainda aumentadas devido à diferenças. De acordo com o Ibama, a pesca de corvina e outras espécies, como a pescada, é proibida para traineiras e embarcações que trabalham na modalidade de cerco. Nessa modalidade é feita a colocação de redes ao redor dos cardumes que, depois de fechadas, são içadas a bordo. Isso é considerada pesca predatória. A proibição abrange toda a extensão do mar territorial e da chamada Zona Econômica Exclusiva (ZEE) das regiões sul e sudeste do País. A pesca com corvina em Niterói vai ser comunicada ao Ministério Público Federal. Segundo os fiscais, as embarcações vieram de Angra dos Reis, no Sul Fluminense e do estado de Santa Catarina.

De acordo com o Ibama, a desobediência a essa determinação é crime ambiental, com multa de até R$ 100 mil, valor que pode aumentar com a penalidade adicional de R$ 10 por quilo de pescado.

A proibição é extensiva à comercialização e à industrialização dessas espécies, caso tenham sido capturadas pelas frotas de cerco.

Segundo ainda o órgão, as embarcações apreendidas estavam com documentação irregular. As equipes de fiscalização vão continuar operando em todo o litoral fluminense, inclusive à noite, por meio de ações conjuntas com a Capitania dos Portos, o ICMBio e a Polícia Militar Ambiental, bem como atendendo denúncias realizadas pela Linha Verde (0800 618080).

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