Operação da Corregedoria prende dois delegados

Dois delegados e cinco inspetores de polícia foram presos, na manhã de ontem, por agentes da Corregedoria da Polícia Civil do Rio, na Operação Infiltrados, acusados do crime de organização criminosa, concussão, extorsão mediante sequestro, roubo qualificado e prevaricação. Foram cumpridos ainda 10 Mandados de Busca e Apreensão, expedidos pela 7ª Vara Criminal de Mesquita, na Baixada Fluminense.

No trabalho investigativo foi utilizado interceptação de conversas telefônicas, com autorização da Justiça, análise de dados, colaboração premiada, infiltração e diligências de campo. Segundo o inquérito, policiais da Delegacia de Mesquita (53ª DP) sequestraram, em agosto do ano passado, um suspeito de ligação com a venda de drogas da comunidade da Chatuba, também na Baixada Fluminense, contra quem havia Mandado de Prisão. Os policiais teriam mantido o suspeito preso na delegacia até o pagamento de propina por seus familiares, para que fosse libertado.

Em outra ocasião, outro suspeito foi preso em flagrante por roubo qualificado, reconhecido pelas vítimas, mas após a liberação dos policiais condutores, o autor foi solto e seu auto de prisão em flagrante cancelado. Também foi constatado que policiais militares apresentaram uma ocorrência de violência doméstica, com o agressor conduzido, mas que mediante o pagamento de propina o autor foi liberado sem qualquer registro do fato, apesar de a vítima ter sido agredida com violência pelo companheiro.

Os acusados, que se intitulavam “Bonde dos Coroas” foram identificados como: Matheus de Almeida Romanelli Lopes (delegado titular), Leonardo Guimarães de Godoy Garcia Grivot (delegado assistente), Leonardo Ferreira Amaral (inspetor), Paulo da Silva Carvalho (inspetor), Cosme de Araújo Conceição (inspetor), Sérgio Bezerra de Andrade (inspetor), e Carlos Alberto Falcão (inspetor). A polícia também realizou buscas nos armários pessoais de três dos denunciados, na sede da 53ª DP, e nos armários de Leonardo Grivot e Leonardo Amaral, na 52ª DP (Nova Iguaçu), para onde os policiais haviam sido deslocados. Os policiais acusados haviam pedido, segundo a investigação, R$ 50 mil para liberar um traficante em 2017, após tê-lo detido, e o liberado após sua família ter pago R$ 10 mil.

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