Operação da Civil prende dez em Charitas e Jurujuba

Moradores das comunidades situadas em Jurujuba – como Peixe Galo e Lazareto – e Preventório, em Charitas, respiraram mais aliviados, na manhã de ontem. Desde as primeiras horas da manhã, agentes da Polícia Civil, coordenados pela 79ª DP (Jurujuba), desencadearam a Operação Escotilha, que teve como objetivo sufocar a ação de traficantes que há vários meses aterrorizavam as localidades, chegando inclusive a ameaçar o fornecimento e atendimentos de serviços considerados essenciais. Pelo menos 20 mandados de prisão foram cumpridos, sendo dez deles nas ruas e os dez dentro de unidades prisionais.

“Foi detectado que os moradores estavam sendo aterrorizados por um grupo criminoso, que era comandado de dentro da prisão”, explicou a titular da 79ª DP, delegada Helen Sardemberg.

Segundo a delegada, os moradores estavam reféns dos bandidos, havendo relatos de espancamento, expulsão de suas residências. Ela frisou que é de grande importância que as pessoas denunciem a ação desses criminosos para que a polícia possa agir.
“É a resposta da Polícia Civil para essas ações criminosas”.

De acordo com a investigação, que teria tido início no ano passado, bandidos estavam impedindo técnicos de uma empresa de informática de realizarem o fornecimento de sinal de internet em Jurujuba, cobrando taxas, entre outros delitos. Na ocasião, a polícia já checava informações de que traficantes da comunidade do Preventório, controlada pelo Comando Vermelho (CV), estariam atuando também no bairro vizinho, explorando a venda de drogas a aterrorizando a então pacata localidade.

Numa das denúncias, um morador teria sido espancado a mando do criminoso Leonardo Caldas de Araújo, conhecido como Léo Traça. Segundo a Polícia Civil, ele estava mantendo contato de dentro de cadeia com comparsas através de chamadas de vídeo. O bandido será transferido de unidade prisional. Outra denúncia encaminhada para a polícia foi a de que um policial militar teria sido expulso de sua casa. Na manhã de ontem, com a chegada da polícia, bandidos atacaram os agentes com tiros. A violência contra os moradores nessas localidades estava estampada até em mensagens pichadas nos muros. A Operação Escotilha teve apoio de delegacias de Niterói, São Gonçalo, além de agentes do Core, Bope, e do Serviço de Inteligência do Exército.

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