Operação cumpre mandados contra fraudes na compra de testes para Covid-19

O Ministério Público do Rio (MP-RJ), com apoio de uma força-tarefa do Distrito Federal, realiza na manhã dessa quinta-feira (02) a Operação Falso Negativo, que apura superfaturamento e baixa qualidades em kits e testes para Covid-19, comprados pelo governo do Distrito Federal.

As investigações apontam indícios de superfaturamento nas compras e baixa qualidade dos testes, que podem dar o chamado falso negativo. O prejuízo aos cofres públicos é estimado em R$ 30 milhões. Um dos alvos da operação no Rio é Luiz Cláudio Babo Torres. Agentes foram até a residência dele, na Barra da Tijuca, Zona Oeste.

Luiz Cláudio é ligado à empresa Revolux Rio Comércio e Serviços, e há mandados de busca expedidos também para a sede da empresa, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. A investigação é para os crimes de fraude a licitação, crime contra a ordem econômica, organização criminosa e corrupção ativa e passiva. Além do Rio, agentes cumpriram mandados em outros seis estados e Distrito Federal.

De acordo com as investigações, servidores da Secretaria de Saúde do DF teriam se organizado para fraudar licitações e para comprar testes, com preços superfaturados. A compra foi com dispensa de licitação. Ainda segundo a investigação, houve troca de marcas de testes por outras de qualidade inferior. A operação cumpre 81 mandados de busca e apreensão em mais de 20 cidades.

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