Ópera de Inverno apresenta “A Flauta Mágica” no Municipal

O Programa Óperas de Inverno do Teatro Municipal de Niterói recebe nos dia 29 e 30 de julho e 01 de julho, o projeto Ópera na UFRJ, que realizará sua 21ª montagem com A Flauta Mágica, a mais popular ópera de Mozart. A apresentação faz parte da programação comemorativa dos 170 anos da Escola de Música da UFRJ.

Com direção musical de Inácio De Nonno, direção cênica de Julianna Santos, regência de André Cardoso e Felipe Prazeres, e direção coreográfica de André Meyer, a montagem conta com dois elencos compostos por solistas formandos e formados da Escola de Música e do Instituto Villa-Lobos/UNIRIO; a Orquestra Sinfônica da UFRJ; o Coral Brasil Ensemble e cantores do Coro Infantil da UFRJ; e bailarinos da Companhia de Dança Contemporânea da UFRJ. Na criação e confecção do cenário e figurinos, estudantes dos cursos de Artes Cênicas da Escola de Belas Artes; e na direção cênica, estudantes da Direção Teatral da Escola de Comunicação.

A flauta mágica é a última e a mais conhecida ópera de Mozart, que agrada ao público adulto, com temas como o da Rainha da Noite, e às crianças, com as engraçadas aventuras de Papageno. A ópera conta a história do príncipe Tamino, que parte para o reino de Sarastro para libertar a bela Pamina, filha da Rainha da Noite. Tamino é perseguido por uma terrível serpente, desmaia e é salvo pelas Três Damas, ao mesmo tempo em que chega um caçador de pássaros, Papageno. As Damas mostram um retrato da princesa e contam que ela foi raptada pelo mago Sarastro. A Rainha aparece e pede a Tamino, já perdidamente apaixonado ao ver o retrato, que vá salvá-la. O príncipe recebe da Rainha uma flauta que ao ser tocada é mágica e pode livrá-lo dos perigos. Ele segue acompanhado de Papageno, que recebe um carrilhão também mágico. Para libertar Pamina, Tamino deve passar por provas para cruzar as portas dos templos da Razão, da Sabedoria e da Natureza e, assim, merecer o amor da princesa.
Mozart levou à perfeição todas as formas musicais que existiam em seu tempo. Nenhum outro compositor, na história da música, conseguiu, como ele, trabalhar com tanta inventividade todos os gêneros então existentes, da ópera à música de câmara. Genialidade em estado puro, foi capaz de transformar um libreto com uma história simples, como a de A flauta mágica, em uma das mais sublimes criações humanas.

A escolha dessa obra tem um significado muito especial, por ter sido a montagem inaugural do projeto, criado em 1994 por inciativa de estudantes de Canto da Escola de Música. Segundo Luiz Kleber, professor de Canto da UFPE e um dos idealizadores do projeto como estudante, “sua importância é imensa, não só para os alunos, mas para o público em geral. Montagens operísticas de qualidade são muito mais que um breve entretenimento, se revelando um estímulo à sensibilidade humana. Elas nos provocam, nos excitam, nos enriquecem, nos enlevam e abrem nossa alma a outras percepções”, pontuou.

Cantada em alemão e com diálogos em português, A flauta mágica, com sua música genial que agrada a todos, abre as portas de um mundo mágico de canto e música orquestral, de personagens fabulosos em criativos e coloridos figurinos se movimentando em um cenário impactante com seus jogos de luz. São mais de duas horas de grande divertimento musical e de espetáculo cênico.

A apresentação será às 19h na sexta-feira e 16h no sábado e domingo, a classificação etária é livre e os ingressos custam R$ 10. O Teatro Municipal de Niterói fica na Rua XV de Novembro, 35 no Centro. Mais informações pelo telefone (21) 2620-1624.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

dezessete − doze =