Ônibus: Ministério Público cobra explicações da Prefeitura de Niterói

O Ministério Público do Estado, através da Promotoria de Tutela Coletiva de Niterói, pediu à Prefeitura de Niterói, através de ofício, documentos que tratam do contrato com as empresas de ônibus, desde a gestão do ex-prefeito Jorge Roberto Silveira (2009-2012), quando este foi renovado. A Promotoria investiga suposta prática de improbidade administrativa e enriquecimento ilícito por parte do prefeito Rodrigo Neves e do seu ex-secretário municipal de Obras Domício Mascarenhas. Ambos estão presos desde o dia 10 de dezembro passado, pela Operação Alameda, do MP, que apura pagamento de propina a Neves, de R$ 10,9 milhões, referentes a gratuidades das empresas de ônibus. Esta é um desdobramento da Operação Lava Jato.

O inquérito instaurado pelo órgão vai apurar a relação de Neves e Mascarenhas com os consórcios Transoceânico e Transnit. O MP quer saber o destino do dinheiro desviado e que os cofres públicos municipais sejam ressarcidos. A Promotoria ainda pediu à prefeitura a relação completa de indicações, nomeações e exonerações praticadas por Domício enquanto esteve à frente da Secretaria de Obras, com o valor de todos os vencimentos acumulados por ele no período.
Procurada, a prefeitura respondeu que prestará as informações dentro do prazo de 30 dias delimitado pelo MP.

Visita – Neves recebeu, no último sábado, visita de sua esposa, a primeira dama, Fernanda Sixel e os dois filhos mais velhos, no presídio Bangu 8, na Zona Oeste do Rio, onde está preso. Foi a primeira vez que ele recebeu a visita da família desde que foi afastado de suas funções no Executivo. Em carta à população niteroiense lida na noite de domingo por Fernanda Sixel, em uma live na sua página no Facebook, Neves reafirma inocência.

“ (…) Nem antes do afastamento de minhas funções como chefe do Executivo Municipal, nem do dia de minha prisão e durante todos esses 40 dias, tive a oportunidade ou fui chamado para ser ouvido e prestar esclarecimentos sobre o caso. (…) O próprio Ministério Público Federal, ao compartilhar a delação desse senhor com o Ministério Público Estadual, esclarece que no caso específico de Niterói “não foram apresentados elementos de corroboração” que provasse as ilações do delator criminoso, que sequer possui empresas na cidade. As investigações, apreensões e quebra de todos os meus sigilos, realizadas antes e após minha prisão, em 10/12, não apontaram nenhuma prova ou indício de qualquer crime que tenha sido cometido por mim”, disse Neves na carta.

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