Ônibus intermunicipais poderão parar fora dos pontos após as 22h

Raquel Morais –

Ainda tramita na Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj) o projeto de lei 2.923/14 que permite o desembarque de passageiros fora dos pontos das linhas intermunicipais do Rio de Janeiro. A proposta foi idealizada pela deputada Lucinha (PSDB), com objetivo de reduzir os riscos dos passageiros. O Sindicato dos Trabalhadores dos Trasportes Rodoviários de Passageiros de Niterói a Arraial do Cabo (Sintronac) apoia a medida, mas ressalta outros pontos que devem ser levados em consideração, como a mudança de rota, por exemplo.

Segundo texto da Alerj poderão desembarcar passageiros idosos, pessoas com deficiência e mulheres fora dos pontos após as 22h. O objetivo é reduzir os riscos a que esses passageiros ficam expostos. “Nos lugares mais remotos estas pessoas são obrigados a percorrer longas distâncias do ponto de parada até sua residência. Então essa norma vai garantir um pouco mais de conforto para elas, que geralmente têm mais dificuldade de locomoção”, afirmou Lucinha.

O presidente do Sintronac, Rubens dos Santos Oliveira, explicou que a violência é, hoje, um fator de alto risco, tanto para as pessoas que transportamos, quanto para os próprios profissionais rodoviários. “Nós, rodoviários, apoiamos todas as iniciativas, que representem mais conforto e segurança para os passageiros e para a população como um todo. Também temos os passageiros com necessidades especiais, que, acima de tudo, devem ser tratados com cordialidade e dignidade. Sabemos que temos uma grande responsabilidade ao transportar milhões de pessoas diariamente, crianças, jovens, adultos e idosos”, comentou.

Sobre o projeto da Alerj, o sindicato reforçou que a única ressalva é que deve ficar claro que o motorista não deve alterar o itinerário para deixar o passageiro, pois isso não foi contemplado no texto do projeto de lei e pode representar um risco para o rodoviário e para os demais passageiros, além de influenciar no tempo do percurso. “Sempre pedimos aos parlamentares que consultem o sindicato quando pensarem em elaborar projetos para o setor de transportes coletivos de passageiros. É um setor complexo, com um conjunto de normas e uma legislação rígidos. E os trabalhadores são profundos conhecedores de seus problemas e soluções”, completou.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

1 × cinco =