ONG procura voluntários para socializarem animais que serão cães-guia

Uma ONG está em busca de famílias em Niterói para serem voluntárias e socializarem cães que futuramente serão treinados para formação de cão-guia. Os animais vão para casa dos ‘padrinhos’ com dois meses e ficam por um ano vivendo a rotina da família, após os 12 meses o cão recebe o treinamento para se tornar o cão-guia, que será doado para quem tem deficiência visual. O tutor do animal não terá nenhum custo e todo o custeio, como alimentação e veterinário, são feitos pela organização.

A iniciativa, do Instituto Magnus, oferece gratuitamente assistência a pessoas com deficiência visual. De acordo com informações da ONG a base de apoio será instalada em Maricá terá capacidade para treinar e formar 18 cães por ano. No país existem 133 cães-guia em atividade e mais de 7 milhões de pessoas com alguma deficiência visual, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Atualmente, existem cerca de 600 pessoas inscritas a espera de um animal.

O músico Jonas Santiago, 36 anos, mora em São Francisco e está com o seu segundo cão guia. Ele tem uma doença degenerativa que o fez perder a visão a partir dos 10 anos e hoje o instrumentista tem apenas percepção de luz.

“Eu andava com bengala e há 20 anos tive o meu primeiro cão guia, uma labradora linda chamada Zuca, que já se aposentou e continua comigo”, contou. Hoje quem ajuda o niteroiense a andar na rua é o golden revitrel, o Trevor. “Eu moro sozinho e quem me ajuda em tudo é o Trevor. Eu falo que preciso ir na padaria e ele me leva, eu falo que preciso ir no banco e ele me leva. O arreio fixo no corpo do cachorro faz a gente sentir todo o movimento do cachorro. E é esse movimento que faz o cachorro andar nos ajuda a andar melhor do que a bengala”, completou.

Os cães vão passar um ano com as famílias que devem ser de Niterói e a base do curso será em Maricá.

“Nossa intenção é contribuir com a inclusão social e promover a autonomia das pessoas com deficiência visual por meio da utilização do cão de assistência. O cão treinado para ser guia é um facilitador neste processo de inclusão, pois ele é responsável por oferecer confiança, segurança e promover a autonomia e independência. Além disso, causa interação social e, consequentemente, eleva a autoestima do usuário”, destaca Thiago Pereira, gerente geral do Instituto Magnus.

Quem quiser concorrer para uma vaga para ficar com os cães basta entrar em contato através do e-mail contato@institutomagnus.org . É preciso ser morador de Niterói e se comprometer a cuidar do animal por um ano e depois devolvê-lo para ele ser treinado.

PROCESSO DE TREINAMENTO

De acordo com a ONG o processo para a formação de um cão-guia é longo e intenso, e neste caminho, o trabalho voluntário é fundamental. As famílias socializadoras têm o papel de apresentar aos cães às mais diversas situações, para promover seu desenvolvimento e acostumá-los às atividades do dia a dia. Além, é claro, de darem a eles tempo e amor. O desafio dessas famílias é saber que depois desse período, os animais vão seguir sua missão: voltam para o instituto, onde ficam cerca de cinco meses em treinamento para se tornarem aptos a serem guias.

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