Onça parda é flagrada em Parque de Petrópolis através de armadilha fotográfica

A Reserva Biológica Estadual de Araras (Rebio Araras), em Petrópolis, na Região Serrana, registrou nos últimos dias uma onça-parda (Puma concolor), através de armadilhas fotográficas. Os equipamentos eletrônicos flagraram a presença do felino que está com baixa população nas florestas. A captura da imagem chama atenção para a importância dessa tecnologia para a proteção desses espaços, como acontece também no Parque Municipal de Niterói (Parnit). Em Niterói a reserva conta com quatro armadilhas fotográficas e na semana passada foi registrada a imagem de um cachorro do mato, símbolo do parque.

O circuito para captura de imagens serve para fazer um levantamento da fauna local além de ajudar nos programas de reintrodução de animais no parque. O sub-secretário de Meio Ambiente de Niterói, Bruno Zambrotti, contou que na semana passada a imagem do cachorro do mato deixou a administração do parque muito animada. “Não é comum o aparecimento desse animal. Além dele já flagramos preguiça, cobras, tamanduá mirim e muitas aves. As armadilhas fotográficas são fundamentais e importantes para detectar a fauna do local. Na última década, ou mais, tivemos um aumento do número de animais do seu habit natural. Detectando esses animais nós catalogamos esse registro e podemos ter comprovado o aumento de espécies nativas no Parnit”, contou.

Ao todo quatro câmeras foram instaladas no Parque da Cidade. “O equipamento nos permite que a gente tenha pleno conhecimento da fauna que habita o parque, lembrando que a Mata Atlântica tem uma ligação intrínseca entre a fauna e a flora. A fauna tem a função de fecundação das plantas e dispersão das sementes. Por isso a importância de aumentar o conhecimento quanto a esse tópico”, explicou o administrador do Parnit, Alex Figueiredo.

A unidade de conservação de Petrópolis é administrada pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea). Segundo o Governo do Estado do Rio a orça parda é o segundo maior felino do Brasil, a espécie tem baixa população naturalmente, e está ameaçada pelo avanço da ação humana no habitat onde vive. O monitoramento de animais no local é feito por meio de armadilhas fotográficas que foram destinadas à unidade de conservação por meio de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) do Ministério Público Estadual (MPE). “Pelas características de vida do animal, é possível perceber que a floresta está em equilíbrio, não somente a Rebio Araras, mas também outras unidades de conservação vizinhas que conseguem proteger todo este ambiente florestal e permitir que a espécie sobreviva”, afirmou a gestora da Reserva Biológica de Araras, Érica Melo.

Sobre o aparecimento da orça parda em Petrópolis, Zambrotti também comemorou. “Saber desse felino é uma felicidade. Temos que pensar no meio ambiente como um todo e é um sopro de esperança, em que conseguimos habitar em sintonia com a natureza e os animais”, frisou. Segundo o biólogo Luiz Palmieri, responsável pelo projeto, há grande importância a captura de imagens da fauna em uma unidade de conservação, para concentrar os esforços na preservação do ambiente. “Sabendo que temos a ocorrência de determinada espécie, podemos fazer o plantio de algumas espécies da fauna, onde esses animais se alimentarão dos frutos e fazer a dispersão das sementes em suas fezes. A aplicação de placas informativas da fauna local também é importante, para informar os visitantes, afim de evitar problemas diversos nessa interação homem X animal, como vários atropelamentos que ocorrem no entorno do Parque. Os limites de velocidade são importantes para preservar a fauna, que sofre com constantes atropelamentos”, finalizou.

Raquel Morais

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