Obras no Museu Antônio Parreiras podem estar mais perto de começar

As obras de recuperação do Museu Antônio Parreiras (MAP), no Ingá, que está fechado desde 2012, podem estar mais perto de começar. Depois de muitos problemas burocráticos para o início das intervenções, a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro (Secec) confirmou que os ajustes do plano de trabalho e as questões burocráticas do convênio com a Secretaria Especial da Cultura/Ministério da Cidadania já estão finalizados. As obras dependem somente de um termo aditivo para a liberação das verbas e a pasta confirmou que o Ministério da Cidadania prorrogou o prazo para execução das obras para até 30 de dezembro de 2020. O Ministério foi procurado para comentar sobre o termo, mas não se manifestou até o fechamento dessa edição.

A Secec esclareceu que as últimas vistorias realizadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) foram em abril e setembro de 2018, mas em março desse ano o Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac) também realizou uma visita no espaço cultural. Todas as exigências já foram cumpridas e somente o termo aditivo está pendente. Segundo nota, ‘uma vez assinado e publicado, e o repasse de recursos realizado, as obras já poderão ser retomadas pela construtora Concrejato’.

A dona de casa Monique Figueiredo, 36 anos, mora em Niterói tem poucos meses e desconhecia o museu. “Eu não sabia que era um espaço cultural. Sempre vi como uma casa abandonada. Espero que a obra seja iniciada o quanto antes e com certeza vou conhecer e levar meu filho”.
A parte externa do MAP continua sendo deteriorada pela ação do tempo desde que foi fechado. Muito mato e plantas sem cuidados, musgo nas escadas do antigo museu e teias de aranha, que ilustram o desenho do abandono.

A Secec informou que os jardins têm sido limpos, com retirada dos excessos de folhas. A equipe do MAP tem trabalhado numa sala no Museu do Ingá. Quanto ao acervo do MAP, encontra-se devidamente acondicionado em local seguro, com vigilância 24h, acompanhado por uma museóloga e pela direção do museu. Ainda de acordo com o informe mesmo fechado ao público em geral, o MAP continua ativo, atendendo à demanda de pesquisadores com hora marcada e na divulgação de conteúdos em seu site oficial e seus perfis nas redes sociais. Por outro lado, obras do museu podem ser vistas em exposições externas, a exemplo da mostra “Paisagens Fluminenses”, em cartaz no Museu do Ingá, e “O Rio dos Navegantes”, organizada pelo Museu de Arte do Rio (MAR).

HISTÓRIA
O artista Antônio Parreiras nasceu em Niterói em 1860 e faleceu em 1937. O museu em sua homenagem foi projetado pelo arquiteto Ramos de Azevedo e inaugurado em 1942. Em Niterói é o primeiro espaço brasileiro dedicado a um artista. Abriga a coleção Antonio Parreiras, coleção de arte brasileira dos séculos XIX e XX e coleção de arte estrangeira dos séculos XVI, XVII, XIX e XX.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

20 − dezoito =