Obras no Mercado São Pedro mais perto de sair do papel

Raquel Morais –

O projeto de transformar o Mercado de São Pedro, no Centro, em um Polo Gastronômico pode estar mais perto de sair do papel. O primeiro passo para esse investimento é uma revitalização do entorno do espaço, que está inserida nas mudanças para o Centro da cidade. O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Luiz Paulino Moreira Leite, explicou que a última reunião sobre o assunto foi contemplada a nova regulação viária nas proximidades para desafogar o trânsito, o que significa mais um passo para a implementação dessa proposta. A Câmara de Dirigentes Lojistas de Niterói (CDL-Niterói) comemorou o avanço, mesmo que pequeno, para essa mudança.

O diretor da Associação dos Comerciantes e Amigos do Mercado de São Pedro, Atílio Guglielmo, disse que em dezembro ficou sabendo que o projeto arquitetônico estava sendo finalizado pela pasta.

“Precisamos dessa revitalização no entorno do mercado para depois começarmos a nossa parte, já que o mercado é privado. Entre os nossos projetos estão garantir o acesso de cadeirantes, modernização com indicação dos boxes, placas informativas e padronização dos boxes”, explicou.

Atílio apontou que ao todo o Mercado de Peixe tem 39 peixarias, seis restaurantes e recebe uma média de cinco mil pessoas por semana com vendas de 30 a 40 toneladas de peixe.

Paulino frisou que a revitalização da área vai contemplar uma praça na frente, reorganização da área de mobilidade, rampa de deficiente, diminuir a velocidade do trânsito na área e também elaborar um estacionamento para facilitar quem frequenta o espaço.

“Isso tudo desenvolverá a área e os comerciantes locais”, pontuou.

O presidente da CDL-Niterói, Luis Vieira, concordou com o secretário.

“Esse Polo será sensacional pois as pessoas compram os peixes e sobem para comer fresco. Teria que dar uma repaginada para valorizar. Não podemos deixar de fora os comerciantes que estão há anos desenvolvendo o trabalho. Apoio a revitalização dessa área, principalmente por aquele entorno ser uma marca de Niterói”, finalizou.

Sobre a criação do Polo Gastronômico, Guglielmo comentou os pontos positivos da mudança: credibilidade para conseguir mais participação da esfera pública e do próprio comerciante, atividades extras para criação de eventos, até mesmo culturais, além da possibilidade de regulamentar alguns vendedores ambulantes que praticamente já fazem ‘parte do estabelecimento’.

“Queremos que eles tenham um local fixo para trabalharem e sempre defendemos essa causa, são agregadores do mercado”, frisou. O vendedor da peixaria Pai e Filho, Ênio Almeida, 63 anos, contou que está otimista com esse projeto. “Espero mesmo que ele saia do papel pois escuto essa possibilidade há anos. Acho que vai aumentar muito o nosso movimento e pelas minhas contas deve ser em pelo menos 40%. O mercado precisa dessa modernizada”, contou.

A Prefeitura de Niterói foi questionada sobre a assunto mas até o fechamento dessa edição não se manifestou.

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