Obras no IFRJ de São Gonçalo começam a sair do papel

Aline Balbino

Já foi iniciado o processo de limpeza do prédio anexo ao Instituto Federal do Rio de Janeiro, em Neves, São Gonçalo. A escola abandonada há mais de três anos foi cedida pelo Governo do Estado à União e abrigará uma extensão do IFRJ. A obra durará aproximadamente quatro meses com custo de R$ 270 mil. Será feito um trabalho de limpeza, construção de um muro e gradeamento. A estrutura será semelhante ao prédio atual do Instituto, já que o local é tombado pelo patrimônio histórico.

Ciep - IFRJ de São Gonçalo

Segundo Márcio Vieira, responsável pela reforma, através da empresa Royatt, o processo foi dificultoso pela quantidade de lixo que havia no interior do ciep. Ele explicou que o projeto de reforma prevê ainda a construção de uma guarita e que nos próximos dias espera a liberação de guardas para manter a segurança no local.

“Felizmente não tivemos problemas com os usuários de drogas que vivem aqui. Esperamos que a prefeitura retire essas pessoas daqui. Nosso trabalho no momento é limpar, gradear e murar tudo. Acreditamos que a nossa empresa ganhe a licitação para a reforma completa. Aqui será feito um trabalho grande para colocar tudo no lugar”, disse Márcio.

A área que já funcionou como o CIEP Willy Brandt está totalmente depredada e abrigando dezenas de usuários de drogas e moradores de rua. A direção do IFRJ informou que foi feita uma licitação para escolher uma empresa que está limpando e cercando a unidade. Esse processo já foi iniciado desde dezembro.

CIep - IFRJ de São Gonçalo

As obras de reforma serão iniciadas apenas a partir dos próximos meses, pois os R$ 500 mil repassados pelo Ministério da Educação foram suficientes apenas para esse primeiro investimento. As obras de reformas não têm data para início.

“Esse prédio pede uma reforma muito grande e a verba que o MEC disponibilizou é muito pequena, não é suficiente para o que precisamos. Já fizemos contato para a prefeitura da cidade para retirar esse usuários de drogas daqui, estamos apenas aguardando”, disse uma das diretoras.

O espaço é composto por aproximadamente 25 salas de aulas, além das áreas que serão convertidas em laboratórios e um futuro refeitório. A expectativa é ampliar o atual número de matrículas (489) para 2.500 e ofertar novos cursos além dos existentes. Há um grupo de trabalho constituído que se reúne sistematicamente para elaborar os cursos a serem ofertados com a expansão.

Segundo a prefeitura de São Gonçalo, a retirada dos moradores de rua está sendo conversada com órgãos competentes para que o problema seja resolvido o quanto antes.

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