Obras de contenção de encostas em 54 pontos de Niterói

O Solar do Jambeiro foi palco da assinatura do início das obras de contenção de 54 pontos de Niterói. O mapeamento dessas áreas, feito através de laudos da Defesa Civil, começou a ser feito no segundo semestre de 2016 e pontuou os principais pontos críticos da cidade, soluções e custos; separados por área. A ação é parte do Plano Niterói Mais Resiliente, e tratará também, além das obras de encostas, sobre moradia e qualidade habitacional, implantação de sirenes e pluviômetros; além de um radar meteorológico para previsão do tempo com maior precisão.

O mapeamento foi feito em áreas de risco susceptíveis para deslizamentos e foram catalogadas 56 áreas de risco muito alto, 124 de risco alto, 53 de risco médio e 25 de risco baixo. O documento ainda apontou dois mil pontos de atenção e 1.534 famílias em situação de risco. Cachoeira, Charitas, Ingá, Morro do Estado, Barreto, Ponta D’Areia, Bairro de Fátima, São Lourenço, Maceió, Sapê, Icaraí e Tenente Jardim são alguns dos lugares que vão receber as intervenções. “Vamos entregar casas para 20 mil pessoas até final do governo. Enquanto maior parte das cidades estão devendo seus servidores, Niterói está construindo muitas casas. Temos mais de mil famílias em situação de risco mas se tivéssemos investido teria triplicado esse número. Conheço a realidade dessas comunidades e tenho aliança forte com os líderes comunitários e a ideia é avançar ainda mais”, pontuou o prefeito de Niterói Rodrigo Neves.

Axel Grael, que agora atua como Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Modernização da Gestão (Seplag) explicou que para esse projeto várias medidas tiveram que ser tomadas, principalmente no que diz respeito as características geotécnicas de Niterói por conta da vulnerabilidade climática da região. Além das obras e da fiscalização, haverá também a seleção pública de 15 profissionais específicos para essas intervenções como geólogos, engenheiros geotécnicos e hidrólogos, por exemplo.

A Prefeitura de Niterói divulgou o resumo dos investimentos com esse tipo de intervenção na cidade. As obras executadas custaram R$ 73.500 milhões, em execução custam R$ 116.500 milhões, com ordem de início R$ 78 milhões, em processo de licitação estão na ordem de R$ 12 milhões, na Comunidade da Boa Esperança custam R$ 48 milhões e que faltam licitar R$ 110 milhões; o que totaliza R$ 438 milhões.

BOA ESPERANÇA
No dia 10 de novembro de 2018 o deslizamento de uma rocha matou 15 pessoas e deixou 22 famílias desalojadas após o desmoronamento no Morro da Boa Esperança, em Piratininga na Região Oceânica. A Prefeitura de Niterói se comprometeu a pagar, por um ano, o aluguel social de R$ 1.002, mediante a desocupação dos imóveis interditados. Dados da administração municipal apontaram que para o0 desmonte das rochas da região e estabilização foram gastos R$ 3 milhões e serão investidos os R$ 48 milhões em nove áreas da comunidade para contenção e drenagem.

COBRANÇA DO PODER PÚBLICO
A cerimônia foi marcada também por cobrança de moradores de regiões que estão com risco de desabamento. Representantes de associações de moradores, como do Preventório e Peixe Galo, por exemplo, em Charitas e Jurujuba respectivamente, mostraram faixa para o prefeito e cobraram agilidade nas obras. “No Peixe Galo temos 172 casas interditadas e percebemos uma demora para a execução dessas obras. Queremos prioridade para resolver essas questões. Não podemos ficar esquecidos e esperamos que esse início das obras seja breve”, esbravejou uma das diretoras da Associação dos Moradores, Andréa Santana.

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