Obras da Linha 3 do Metrô, DH de Niteroi e Minha Casa, minha vida de Itaboraí não saíram do papel

Wellington Serrano –

O Rio de Janeiro é um dos estados brasileiro que apresenta os maiores percentuais de obras não iniciadas com, respectivamente, 30,4%, concentrando mais de 80% do total de obras não iniciadas, de acordo com levantamento da Confederação Nacional dos Municípios (CNM). O estudo aponta 316 realizações paradas ou que sequer tiveram início. A maioria delas foi anunciada pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Apesar de várias propagandas de como ficaria a Linha 3 do metrô, ligando Niterói à Itaboraí, nada foi feito e a falta de mobilidade continua. Segundo moradores, a situação se arrasta. “A gente reclama, mas não adianta nada. Como pode a linha 4 do metro na Barra da Tijuca sair primeiro que a linha 3 em São Gonçalo?, Indaga a dona de casa Márcia Gomes que arrisca uma resposta: “Com certeza foi por causa do lobby político do povo poderoso da Barra”, lamentou.

Em Niterói, uma obra que está interrompida solucionaria a realização exames de radiologia e tomografia, sem contraste, de pacientes. A construção do segundo Centro de Diagnóstico por Imagem do Estado do Rio de Janeiro — Rio Imagem 2 era para se inaugurado no segundo semestre de 2015, mas foi paralisado pela Empresa de Obras Públicas do Estado do Rio de Janeiro (Emop) ao informar em nota a execução de apenas 13% do investimento de R$ 23.253.168,81 que está parada por conta da crise financeira do Estado. Ainda na cidade, no bairro do Barreto, a construção da Delegacia de Homicídios que deveria ter sido entregue há três anos estão paralisadas por conta da situação financeira do Estado.

Sobre a delegacia, o governo do estado divulgou nota que diz: “Tão logo haja uma retomada de investimentos, com entrada de novos recursos, a Secretaria de Estado de Obras (Seobras) reavaliará com a Secretaria de Segurança a construção da Delegacia”, afirma em nota o estado.

Em São Gonçalo, no bairro de Alcântara, o problema é na implantação do Sistema de Esgotamento Sanitário. A Secretaria de Estado do Ambiente, através do Instituto Estadual do Ambiente (Inea-RJ) esclareceu que a obra é constituída pela etapa 1 com a construção da Estação de Tratamento de Esgoto de Alcântara e a etapa 2 que é o assentamento de cerca de 92 Km de redes de esgotamento sanitário no Município de São Gonçalo. O órgão do estado também informou que a Estação de Tratamento de Alcântara está com 29% de avanço físico e as obras de rede de esgotamento estão com 44 km de redes coletoras assentadas e 5.185 ligações domiciliares concluídas, um avanço físico de 48%.

“Não houve paralisação no final do ano, o que ocorreu nesta época foi a suspensão temporária dos serviços, em virtude de férias coletivas concedidas no período de 21 de dezembro de 2016 ao dia 10 de janeiro de 2017. A partir do dia 11 de janeiro as atividades foram retomadas. Os recursos utilizados são oriundos do empréstimo com o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e do Estado do Rio de Janeiro, que correspondem até o momento a R$ 101.071.460,66 (Cento e um milhões, setenta e um mil, quatrocentos e sessenta reais e sessenta e seis centavos)”, esclarece o Sea/Inea.
Itaboraí

No Rio, ministro das Cidades, Alexandre Baldy, esteve no Palácio Guanabara, no Rio de Janeiro nessa semana e participou de uma reunião que teve como foco a continuidade da recuperação do programa Minha Casa, Minha Vida (PMCMV), situado na cidade de Itaboraí. Foram discutidas medidas para encontrar meios de concluir uma obra paralisada do município. O residencial Viver Melhor Itaboraí terá três mil unidades habitacionais, da modalidade Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), na Faixa 1. A obra, localizada na Avenida Flávio Vasconcelos, no bairro Venda das Pedras, deveria ter sido entregue em 2016.

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