Obra de Claudio Valério poderá ter exposição permanente

O Solar do Jambeiro poderá vir a emoldurar imortalidade do rico e valoroso acervo de obras do restaurador e artista plástico Cláudio Valério Teixeira, que nos deixou há, exatamente, uma semana. Além disso, as aquarelas pintadas durante a pandemia, vão ser registradas no livro “Da Minha Janela – Aquarelas da quarentena”.

O presidente da Fundação de Arte de Niterói (FAN), Marcos Sabino, disse que o livro está lindo. E que o saudoso amigo estava muito feliz. “Ele que produziu o livro e estava querendo muito o lançamento, mas dependia de algumas coisas. O livro está para ir à gráfica para rodar. O Cláudio é único, sensacional,é um dos artistas mais importantes dos dois últimos séculos. Ele tem que ser muito homenageado”, resumiu.

Sabino ainda contou que está, junto com o Prefeito de Niterói Axel Grael, estudando a possibilidade de montar uma exposição permanente na cidade com as obras dele. “Estamos vendo essa questão como foram de homenagem ao Cláudio. Ele tinha um carinho especial pelo Solar do Jambeiro e estamos vendo essa possibilidade. Mas precisamos acertar essa questão também com a família dele”, frisou Sabino.

Além disso o projeto especial de um livro está para sair do papel. Feito pelo próprio Cláudio Valério, que estava entusiasmado com a novidade, a obra “Da minha janela – Aquarelas da quarentena” reúne as aquarelas pintadas durante a pandemia, e ainda terá o Selo Niterói Livros.

O jornalista e escritor Luiz Antonio Mello, amigo pessoal de Cláudio Valério, felicitou as homenagens que estão sendo preparadas. “Achoo reconhecimento da cidade super importante e tenho certeza que ele, vivo, estaria muito feliz com essa homenagem. Além de ser um monumental artista plástico o trabalho dele de restauração é conhecido mundialmente. Ele restaurou tantos equipamentos importantes.Eu vi, e testemunhei, ele trabalhando. Ele foi impressionante.A paixão dele sobre aquilo… Um empenho que eu nunca vi. Ele foi um dos poucos gênios que eu conheci. Ele foi um grande mestre, e sabia tudo de arte como um todo. Tenho muito orgulho de continuar sendo amigo dele, pois ele deixou um legado”, comentou.

ALGUNS TRABALHOS

Em Niterói trabalhou como secretário de cultura e foi presidente da Fundação de Arte de Niterói (FAN). Participou de projetos importantes como a restauração do Theatro Municipal de Niterói, Solar do Jambeiro, Igreja São Lourenço dos Índios, Palácio Araribóia e Capela de São Pedro do Maruí todos os empreendimentos na cidade de Niterói. Além disso fez a restauração das grandes telas “Batalha do Avaí”, do pintor Pedro Américo, e “Batalha dos Guararapes”, do pintor Victor Meirelles, do acervo do Museu Nacional de Belas Artes; além do famoso painel Guerra e Paz de Cândido Portinari. Era membro do Comitê Brasileiro e Internacional de Críticos de Arte.

HISTÓRIA

Cláudio Valério Teixeira era formado em pintura pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e colecionou prêmios como Rodrigo Mello Franco de Andrade, do Instituto de Arquitetos do Brasil. Suas obras de arte ganharam o mundo e várias galerias DO PAÍS já receberam as telas do artista, como no Salão Nacional de Arte Moderna, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ). Começou sua carreira ainda no ateliê de seu pai, o pintor Oswaldo Teixeira, no Rio de Janeiro, e fez especializações no exterior, como em 1979, por exemplo, quando foi para Estados Unidos se aperfeiçoar.

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