O preço da violência

Fernando de Farias Mello –

Todos nós sabemos e sentimos na pela as condições de violência que nos assolam há décadas aqui no Estado do Rio.

Ficamos sabendo, também, que esses índices reduziram significativamente no último ano, havendo uma combinação lógica entre aumento de mortes dos bandidos, redução de mortes de policiais e, principalmente, redução do número de vítimas de latrocínio, assaltos, roubos de veículos e etc.

A violência assola nossos bolsos, pois modifica totalmente a fórmula de cálculo de diversos itens.

O seguro de automóveis é uns dos mais atingidos pela violência e o mercado. Seu VW Gol vai ter o seguro mais caro aqui no Estado do Rio do que em Santa Catarina, por exemplo.

E pode considerar neste cálculo a atual redução de preço pela redução dos índices de violência que iniciou no ano passado.

Muitos outros itens fazem parte deste aumento dos preços, como o roubo de cargas, grande vilão do preço de vários produtos como eletrodomésticos e até itens de alimentação.

Portanto, tudo sai mais caro aqui no Rio. Pelo menos uns 10%.

Não bastasse essa problemática financeira, água imprópria para consumo, serviços de saúde precários, os impostos transformam o combustível fluminense no mais caro do Brasil, mesmo possuindo uma das maiores refinarias de petróleo, a Reduc, em Duque de Caxias e que a curta distância poderia, em tese, ser um fator de redução do valor da gasolina e diesel. Mas, não é assim.

O Estado do Rio possuiu uma alíquota de ICMS escandalosa em diversos setores tornando nosso Estado pouco atrativo para investidores.
Mas alguns comerciantes não aprendem a lição e acabam por enfrentar o desânimo do consumidor, como os restaurantes em Niterói.

Lembro que em 2018 a quantidade de assaltos a bares e restaurantes na região de Niterói era altíssima. Jantar fora havia se transformado numa aventura sem saber se voltaria ou não para casa.

Assim, os consumidores optaram em ficar em casa. E a reação de muitos restaurantes foi aumentar os preços! Nunca assisti tamanho despreparo!
Num raro caso de lucidez, no ano passado o Est. do Rio reduziu o ICMS dos restaurantes de 12% para 4%. Mas mesmo assim, os preços de muitos restaurantes aumentaram em Niterói, principalmente os da Região Oceânica. Por isso acontece a bancarrota no setor.

Trabalhar e viver por aqui são uma aventura para a grande maioria, mas ficar doente é pior ainda.

Imagine qual o Estado Brasileiro que cobra o maior ICMSsobre medicamentos? O Rio de Janeiro com 20%, claro. Em São Paulo a alíquota do ICMS para medicamentos é de 12%, ou seja, 8% menor que no Estado do Rio.

Até o IPVA do Estado do Rio está no limite: são 4%. Como exemplo, no Espírito Santo que fica aqui ao lado, o IPVA está na metade, 2%.
Portanto, o combate à violência precisa ser intensificado para melhorar o preço de se viver no Estado do Rio de Janeiro.

E-mail: fmelloadv@hotmail.com
Site www.fariasmelloberanger.com.br

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