O perigo pode vir do alto

Andar na calçada, atravessar na faixa de pedestre e respeitar o sinal de trânsito. Todas as precauções são importantíssimas para evitar acidentes. Mas e quando se está na rua e parte de uma fachada ou um telhado despenca do alto? As vezes a pessoa pode estar no lugar errado e na hora errada, mas muitas vezes esse tipo de acidente pode ser evitado com vistorias e manutenções periódicas.

O caso mais recente acontece na Rua Tiradentes na altura do número 60, no Ingá. Parte da fachada de uma casa caiu e os escombros estão no local. Parte da calçada foi interditada com uma fita geralmente usada nesses casos para proibir a passagem de pedestres em um sinal de alerta. “Passo nessa rua todos os dias pois moro em São Domingos e eu reparei que está quebrada essa parte. Na verdade foi pouco o que caiu mas é o suficiente para fazer um estrago grande. Imagina se isso cai em cima de uma criança? Essa rua tem movimento grande de criança e tem muitos colégios. Além disso poderia ter caído em cima da cabeça de qualquer pessoa”, frisou Bárbara da Costa, 39 anos, dona de casa.

A situação mais antiga acontece no Centro de Niterói quando em 27 de janeiro parte da fachada do antigo prédio do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), perto da descida da Ponte Rio Niterói, despencou. Mais de dois meses se passaram e nada ainda foi feito no local, que continua com a fita de isolamento e os escombros na calçada e no meio fio.

Na época o Governo do Estado informou que técnicos da Secretaria de Estado de Planejamento realizaram uma visita ao local. Também na época foi feita uma vistoria da Secretaria Municipal de Defesa Civil e Geotecnia que constatou a queda de parte do reboco das pingadeiras do primeiro e último pavimentos. O local é de responsabilidade do Governo do Estado do Rio de Janeiro e desde 2015 está fechado, sendo alvo de depredação e grandes furtos.

O presidente da Companhia de Limpeza de Niterói (Clin), Luiz Carlos Fróes, informou que irá fazer uma vistoria no local dos escombros do prédio do TCE e se não tiver riscos irá realizar a limpeza do local. O Governo do Estado não se manifestou sobre o assunto. Já sobre a casa do Ingá, a Prefeitura de Niterói ainda não se posicionou.

HISTÓRIA DO TCE

O imóvel foi tombado em 1994 como patrimônio municipal (Lei n° 1.289/94), no Governo João Sampaio. Foi um dos primeiros do Estado do Rio que teve um elevador instalado, inaugurado em 1929 e considerado o primeiro “arranha-céu” da cidade. Foi projetado pelo arquiteto Pietro Campofiorito com estilo neoclássico e cinco andares. Já sediou a Escola de Contas e Gestão do Tribunal de Contas do Estado, Instituto de Fomento Agrícola do Estado do Rio de Janeiro, a Secretaria de Agricultura e Trabalho, o Conselho de Contas do Estado, o Arquivo Público Estadual e a 1a Inspetoria Regional do TCE. O prédio chegou a ser lacrado pela Subsecretaria de Logística e Patrimônio, da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão para evitar invasões.

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