O DESENHO ELEITORAL PARA 2022 É UM QUADRO SEM ALMA

IGP-M acumula inflação de 32,02% em 12 meses, diz FGV

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), usado no reajuste dos contratos de aluguel do país, registrou inflação de 1,51% em abril deste ano, taxa inferior aos 2,94% de março. Com o resultado, o indicador acumula taxas de inflação de 9,89% no ano e de 32,02% em 12 meses, de acordo com a Fundação Getulio Vargas (FGV).

A queda da taxa, de março para abril, foi puxada pelos comportamentos dos preços no atacado, varejo e construção.

A inflação do Índice de Preços ao Produtor Amplo, que mede o atacado, recuou de 3,56% em março para 1,84% em abril. O Índice de Preços ao Consumidor teve comportamento semelhante, ao cair de 0,98% para 0,44% no período.

Já a inflação do Índice Nacional de Custo da Construção caiu de 2% em março para 0,95% em abril.

O DESENHO ELEITORAL PARA 2022 É UM QUADRO SEM ALMA

Brasília – Máscaras representando parlamentares desonestos são colocadas no gramado em frente ao Congresso Nacional. O ato é realizado pela ONG Rio de Paz. (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

É incompreensível a posição dos políticos brasileiros diante da propagação da pandemia com suas graves consequências sociais em meio à preocupações com a disputa eleitoral que já se avizinha em meio ao horror da tradução do representa a gigante tragédia indiana: o mundo está em risco.

Não é aceitável que tenhamos chegado ao ponto de instalação de uma CPI da Pandemia, para apurar irresponsabilidades criminosas de governantes de todos os níveis, incluindo-se neste nível os legisladores, “fiscais da sociedade”, e ativistas de causas fantasiosas.

Há quem queira se aproveitar desta tragédia humana para prorrogar mandatos, adiar eleições ou propor uma revolta fratricida.

Os que não respeitaram o isolamento têm o descaramento de considerar um risco a aglomeração nas urnas. São os mesmos que aprovaram bilhões para “emendas parlamentares” indicadoras de obras eleitoreiras, mesmo tirando recursos da saúde e até mesmo impedindo a realização de um recenseamento fundamental para a gestão de nossas vidas e que se repetia de dez em dez anos, desde o período monárquico.

Surra nas urnas

O desespero tomou conta dos imerecidos beneficiários da eleição de 2018, especialmente aqueles desmerecidos premiados com de 100 mil ou até mais de 200 mil votos, conquistando mandatos parlamentares exercidos desregradamente, ou até alguns governos de estados.

O “fenômeno de 2018”, favorecido pelo “Fura Lula” e pelas “fake news”, vai se repetir de forma inversa.

É um tufão que já perdeu força na eleição de 2020.

Não significa que o barco de Lula tendo chegado à praia, deixando Sérgio Moro, afogado na onda da injustiça, seja uma reversão a seu favor.

Preparar o caminho

O momento é para resgatar os valores excluídos da política a partir do golpe de 64 que chegou ao absurdo de cassar uma figura como a de JK, cientistas, pedagogos e parlamentares de alto nível de conhecimento e responsabilidade, abrindo espaço para marginalidade e para o nepotismo.

É tempo de surgir novos nomes para a política. Pessoas capacitadas, ainda que “não tenham voto”, pois não sabem e não querem negociar com “caciques” e “cabos eleitorais”.

A própria sociedade pode ajudar estimulando estes valores, mas um adiamento é preciso: a data-limite de filiação partidária, que se encerra no próximo semestre. É uma lei para impedir a renovação politica.

Piscina do lixo

Uma das vergonhas para São Gonçalo está distante cerca de 400 metros da divisa com Niterói. Local de intensa movimentação para o acesso à Vila Lage e ao Paraíso, a qualquer chuva mais intensa ali surge uma piscina imunda, um contraste com os bons tempos do Piscinão, inaugurado no governo de Anthony Garotinho.

Quando prefeito, Joaquim Lavoura dizia que o trecho da rua Oliveira Botelho tinha de ser a marca para se identificar a saída da então deteriorada ZN de Niterói e a entrada numa cidade bem cuidada.

Mas a área é infernal, criação do Canal da Cônego Goulart que arrasta água pútrida e muito lixo no caminho da Baía de Guanabara, em cuja orla surgiu a BR-101 sem prevenção para o escoamento regular das águas.

Atenção, Capitão

O novo prefeito de São Gonçalo, Capitão Nelson, não seguiu o exemplo do prefeito Luís Peixe, de Rio Bonito, mantendo a deprimente situação vivida pelo povo durante os mandatos de quase uma dezena de prefeitos.

O Peixe, de Rio Bonito, logo que assumiu levou autoridades estaduais para ajudar seu município na melhoria do escoamento das boas águas descidas da Serra do Sambê.

Todo militar zela bem pelas áreas físicas que comanda e deve manter a tradição. Precisa determinar uma “ordem unida” para os agentes municipais cuidarem do córrego, servindo à população e combatendo a poluição que marcha no sentido da Baía de Guanabara.

Ciência Política

Esta gente nova qualificada como cientista político precisa fazer um passeio e analisar o nível e o comportamento dos políticos anteriores e posteriores ao regime militar de 1964. Não precisa traçar o perfil dos que hoje estão em evidência.

Vão encontrar prefeitos realizadores mesmo com a escassez de recursos nos municípios até que viesse a reforma tributária no bojo da Constituição. Vão se admirar diante do desempenho de parlamentares como Brígido Tinoco, Saturnino Braga, Dayl de Almeida, Calixto Calil, Adolfo de Oliveira, no cenário estadual; ou Afonso Arinos e Domingos Velasco, no âmbito nacional.

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