Números que não param de subir: Brasil chega a 4 mil mortos em 24h

O triste cenário previsto por A TRIBUNA na semana passada, de que o Brasil avançava para 4 mil mortes por dia em abril, se concretizou. Não porque tenhamos desejado que isto acontecesse. Ao contrário disso, o que o nosso jornalismo vem fazendo há mais de um ano é levar informação ao máximo possível de pessoas, por meio de notícias que tem como fundamento a ciência e a orientação de autoridades sanitárias e entidades internacionais de saúde.

Este número trágico não tem como causa a nossa previsão – até porque tal situação era evidente, mas sim da inoperância e incompetência do país na articulação de políticas públicas eficientes de combate à Covid-19.

O Brasil atingiu na terça-feira (6) o recorde de 4.195 óbitos registrados em 24h. Tão triste quanto noticiar isto é saber que a marca de 4 mil óbitos ainda se repetirá por várias vezes.

Outro dado que também não para de crescer é o número de pessoas infectadas. Segundo o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), foram 86.979 casos confirmados de Covid-19 nas últimas 24h, o que faz o acumulado desde o início da crise sanitária saltar para 13.100.580 e 336.947 mortes.

Se comparado com o mundo, o Brasil é hoje o país que vive o pior momento da pandemia. Até então, os Estados Unidos que tinha o maior número de infectados e mortos desde o início da contaminação, tiveram, nas últimas 24 horas, 633 óbitos pela Covid-19 o que coloca os indicadores brasileiros em uma posição seis vezes mais letal nas últimas 24 horas.

O ranking de estados com mais mortes pela covid-19 é liderado por São Paulo (78.554), Rio de Janeiro (38.040), Minas Gerais (25.795), Rio Grande do Sul (21.018) e Paraná (17.685). Já as Unidades da Federação com menos óbitos são Acre (1.306), Amapá (1.346), Roraima (1.362), Tocantins (2.133) e Sergipe (3.642).

Os cinco dias com maior número de mortes em toda a pandemia ocorreram nos últimos 12 dias (os números não indicam quando os óbitos ocorreram de fato, mas, sim, quando passaram a contar dos balanços oficiais):

6 de abril – 4.195

31 de março – 3.950

01 de abril – 3.673

30 de março – 3.668

26 de março – 3.600

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