Número de pessoas com plano de saúde em Niterói cai 3,55%

Raquel Morais –

Com a crise financeira, a população está sendo obrigada a abrir mão de serviços considerados essenciais, como planos de saúde. Em Niterói, a queda nos contratos, de janeiro a junho de 2017, foi de 3,55%. Em todo o Estado do Rio, quando comparado junho de 2016 com 2017, a baixa foi de 3,56%, segundo levantamento da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

A pesquisa apontou que desde janeiro o número de beneficiários de planos de saúde em Niterói vem sofrendo queda. Em janeiro eram cadastrados 294.824 e em junho 288.814, o que mostra a queda dos 3,55%. Já em fevereiro, março, abril e maio os números foram: 294.508, 292.409, 291.786 e 288.227, respectivamente. No Rio de Janeiro os planos médicos caíram de 5.687.526 para 5.485.700.

O corretor de planos de saúde Robson Marcelo Sodré trabalha na área há mais de 20 anos e confirmou esses dados. Em suas estatísticas, a queda de contratos é cada vez maior, porém o que o especialista percebe é que 80% dos beneficiários tendem a diminuir a qualidade do plano de saúde. Essa queda de padrão representa de 40% a 50% em economia no bolso. “A crise afetou a venda dos planos que vem há muitos anos se tornando essencial, visto a qualidade da saúde pública oferecida. Quem perde o emprego, por exemplo, perde o plano e não consegue fazer outro. E quem já tem um plano muito abrangente acaba por diminuir os custos, por exemplo, limitando no lugar do atendimento nacional, apenas o estadual”, apontou.

O profissional completou ainda que existe uma prioridade nas famílias para os planos para crianças e idosos. “A faixa etária de 25 a 50 anos está sem essa assistência particular”, completou o corretor. É o caso da vendedora Gisele Amaral, de 32 anos, que só fez o plano para sua filha pequena. “Eu me viro como posso, mas ela eu não tenho coragem de deixar sem assistência de saúde. Eu me trato em clínicas populares, que são baratas e não preciso esperar por meses para conseguir uma vaga”, apontou.

Um taxista que preferiu não se identificar disse que paga cerca de R$ 400 no plano de saúde, o que é prioridade nas contas. “A primeira conta que pago é o plano e depois vou para água e energia elétrica”, sintetizou.

Em todo o Brasil a ANS apontou que em junho o setor apresentou 47.383.248 de beneficiários em planos médico-hospitalares, o que representou um crescimento de 155.153 beneficiários em relação ao mês anterior. Em comparação com junho de 2016, apenas seis estados apresentaram aumento de beneficiários: Acre, Amazonas, Ceará, Piauí, Santa Catarina e Tocantins.

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