Número de óbitos confirmados e suspeitos por Covid-19 podem ser maiores

Os números de registros de óbitos por Covid-19 na Central de Informações do Registro Civil (CRC Nacional) mostram uma nova perspectiva sobre a quantidade de mortes pela doença. Os índices são diferentes dos mostrados pela Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES) e também pelas administrações municipais de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí, já que compreendem todas as mortes, independente da rede ser pública ou privada. A quantidade de óbitos registrados com suspeita ou confirmação do coronavírus em todo o Rio de Janeiro é de 8.181 entre 16 de março e 4 de junho. Já o balanço da SES mostra 6.327 óbitos desde dia 17 de março. Em Niterói também há diferença nos dados divulgados. Na Central foram 438 registros contra 127 divulgados pela Prefeitura.

De acordo com informações da CRC Nacional, a atualização permanente do número de registros de óbitos em meio à pandemia de Covid-19 é uma iniciativa dos cartórios de registro civil do Brasil, que desta forma reforçam seu compromisso de transparência com a sociedade, em cumprimento à Portaria nº 57/20, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que também incluiu a pandemia pelo novo coronavírus no Observatório Nacional de Questões Ambientais, Econômicas e Sociais de Alta Complexidade, de grande impacto e repercussão, formado conjuntamente pelo CNJ e pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

A análise das cidades só é feita em caso de municípios que apresentem mais de 50 óbitos suspeitos ou confirmados pela doença, como é o caso de Niterói. Pela CRC Nacional, no mesmo período, são 438 óbitos sendo o pico no dia 31 de maio com 19 mortes. No dia 1º de junho foram 10 óbitos contra 13 no dia 2 e sete no dia 3. Também foram divulgados os índices de São Gonçalo com 315 registros e pico no dia 20 de maio, com 15óbitos; e Itaboraí, com 55 óbitos e pico de quatro mortes nos dias 5, 11 e 12 de maio, cada.

O gráfico de óbitos com suspeita ou confirmação da Covid-19 entre 16 de março a 4 de junho, no Rio de Janeiro, aponta 8.181 registros. O pico da doença no Estado foi ontem, com 317 óbitos confirmados. No dia 11 de maio foram 246, 122 mortes registradas no dia 1º de junho, 137 no dia 2 e no dia 3 o número caiu para 47. A instabilidade também é percebida ao longo dos meses já que no dia 1º de abril foram 11 óbitos contra 173 em 1º de maio, e 122 em 1º de junho.

A Central também apresenta os casos de registros de óbitos por confirmação ou suspeita da doença através do sexo e da faixa etária. No Rio de Janeiro a faixa etária que mais mata é de 70 a 79 anos com 1.195 óbitos masculinos e 855 femininos, total de 2.050. Em segundo lugar está de 60 a 69 anos com 1.118 homens e 731 mulheres e em terceiro lugar está de 50 a 59 anos com 703 homens e 405 mulheres.

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