Novos, mas responsáveis

Raquel Morais-

Um levantamento feito pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) apontou que 82% dos jovens contribuem financeiramente no sustento da casa. Foram entrevistados jovens de 18 a 30 anos que também sonham em cursar uma faculdade, ter estabilidade no emprego e comprar um imóvel, que representam 29%, 28% e 24% respectivamente.

Outro dado curioso que a pesquisa divulgou é que 29% dos jovens apensas ajudam nas despesas, 27% são os provedores principais e 18% não ajudam em casa. Já 51% deles moram com os pais, 38% com os companheiros e 4% moram sozinhos. “Conforme esperado, as pessoas que fazem parte da faixa etária de 18 a 24 anos são mais dependentes dos pais e familiares, em maneira geral. Isso se deve ao fato de estarem em processo de formação acadêmica e/ou desenvolvimento profissional e são, portanto, mais instáveis financeiramente. Por outro lado, jovens que pertencem às classes C, D e E, precisam ajudar no sustento da casa de alguma forma por necessidade de completar o orçamento familiar”, analisou Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC Brasil.

Carteira assinada, trabalho informal (bicos) e estágio estão entre os principais formas de renda, totalizando, respectivamente, 44%, 25% e 10%. Para os jovens que não trabalham 10% recebem ajuda dos pais e 8% não possuem nenhuma renda.

A agente de viagens Luizi Buonomo, de 33 anos, fez parte dessas estatísticas quando começou a trabalhar com 17 anos e passou a ajudar em pequenas despesas de casa. “Comprava meu shampoo, uns biscoitos que gostava e ajudava com pequenas compras, como frutas e verduras. Foi algo que não foi pedido pela minha mãe, mas eu me sentia bem podendo comprar alguns itens que normalmente não teríamos”, apontou.

Hoje a niteroiense é mãe de uma criança de 10 anos e já começa a ensinar a responsabilidade de administrar o próprio dinheiro. “Ele recebe mesada e eu deixo ele comprar as coisas dele com esse dinheiro. Ele compra figurinhas, pequenos brinquedos e já sabe juntar o dinheiro que ganha dos tios, por exemplo, e comprar algo mais valioso”, completou.

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