Novo titular da DH de Niterói quer bater recordes de resultados

O novo titular da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Maricá (DHNSG), Bruno Cleuder de Melo, tem por objetivo em seu comando bater novos recordes à frente da sua primeira especializada. O carioca que completará no dia 20 de dezembro sete anos na Polícia Civil, se tornou titular em todas as delegacias que passou e já foi até mesmo agente penitenciário federal. O delegado deixou no final deste mês a titularidade da delegacia de Campos dos Goytacazes, a 134ª DP, maior unidade da Civil do 6ª Departamento de Polícia de Área (DPA), que abrange 26 delegacias em 25 municípios das regiões Norte e Noroeste do estado do Rio de Janeiro.

“Sempre quis ser titular de uma especializada, eu não esperava que fosse da Homicídios. Mas o convite me foi feito e eu fiquei muito feliz. Em Campos dos Goytacazes conseguimos diminuir o número de homicídios e aumentar as resoluções investigativas. Tiramos o primeiro lugar em todo o interior em resultados positivos, então nós mostramos um trabalho que pudesse honrar esse convite de vir para cá. A delegacia de Campos é a maior do 6º DPA, onde fiquei por um ano e oito meses. Na Delegacia de Homicídios o objetivo é dar prosseguimento ao trabalho feito por aqui de forma muito boa, com um índice de resolução muito bom, melhor fama possível. A intenção de fazer um ótimo serviço, melhor serviço para a população de Niterói, São Gonçalo e região e aumentar os índices de inquérito com autoria e o número de prisões com o máximo de operações possíveis quebrando os braços tanto da milícia quanto do tráfico que são os piores causadores de homicídios”, declarou Melo.

Uma coincidência chama a atenção na carreira do delegado: é a sua quinta titularidade em uma delegacia em que será o quinto delegado titular desde a sua criação em 2014.

“Foram pouquíssimos delegados que passaram por aqui. É uma rotatividade baixa. Se não me falha a memória foram quatro delegados até hoje Wellington Vieira, o Fábio Barucke, a Bárbara Lomba e o Allan Duarte. Estou conhecendo as áreas sob a circunscrição da DH. Esse mês será de muito estudo sobre os casos em andamento mais sensíveis para que eu possa dar prosseguimento dentro dos prazos. Em até 60 dias eu preciso me manifestar nos inquéritos. São Gonçalo pelo que me foi passado é onde estão os nossos maiores problemas. Mas também tem uma divisão aqui na DH. Cada delegado pega certas áreas. A que vou ficar responsável nas investigações diárias, vamos dizer assim, são Niterói e Maricá. São as duas áreas em que vou ficar mais dedicado, obviamente se acontecer algum caso mais sensível em alguma outra área o caso será puxado para o titular e tocada pela equipe do titular também. Há esse apoio de pessoas aqui dentro da delegacia que conhecem muito bem as cidades em que atuam”, relatou o delegado.

O morador de Itaperuna, Bruno trouxe uma equipe de sete agentes de confiança para a delegacia de Niterói.

“Eu acompanhei pela imprensa os principais casos da Delegacia de Homicídios de Niterói. Como o caso da deputada Flordelis e o caso do menino João Pedro que são os casos atuais mais sensíveis e fui vendo casos da DH no decorrer deste tempo na polícia. Eu passei e fui titular das delegacias de Laje do Muriaé (138ª DP) por onde fiquei por seis meses, depois assumi a delegacia de Bom Jesus do Itabapoana (144ª DP), onde fiquei por 11 meses, posteriormente estive na de Itaperuna (143ª DP), por oito meses, e a anterior a DH que foi a de Campos dos Goytacazes (134ª DP) onde estive por um ano e nove meses”, contou Bruno Cleuder.

O delegado já foi agente penitenciário federal entre os anos de 2009 e 2013.

“Eu trabalhei como agente penitenciário federal por quatro anos e um mês antes de ser delegado. Estive trabalhando no Presídio Federal de Porto Velho, em Rondônia, por seis meses e trabalhei no Presídio Federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, por três anos e sete meses”, contou Melo.

Grandes casos

O delegado esteve à frente das investigações sobre o crime chocante que aconteceu entre maio e junho de 2017 no colégio Estadual Padre Mello, em Bom Jesus do Itabapoana, no Noroeste Fluminense. De acordo com a vítima na época com 13 anos, o seu namorado a chamou para ir até uma quadra onde teriam relações sexuais, porém quando chegou lá a menina se deparou com vários adolescentes a ameaçando para fazer sexo com eles. Traumatizada a adolescente quis desistir de estudar, porém uma vó a incentivou a não desistir do seu futuro nos estudos. De acordo com o Ministério Público, foram quatro episódios de estupro coletivo três na quadra e um outro em uma das salas de aula da unidade escolar, dois dos adolescentes faziam a guarda vigiando sobre a aproximação de alguém que pudesse interromper a violência. Quatro adolescentes suspeitos foram apreendidos na época. A Polícia Civil só tomou conhecimento do caso após denúncia de uma amiga de escola da vítima feita no Conselho Tutelar. O diretor da escola foi afastado e foi aberta pela Secretaria de Estado de Educação (Seeduc) uma sindicância para apurar sobre os delitos.

Outro caso marcante da carreira do titular da delegacia de homicídios de Niterói foi a sua participação na operação contra o tráfico de drogas de Itaperuna, denominada Gógota II. Foram 47 mandados de busca, apreensão e de prisão. A operação realizada em 4 de dezembro de 2018 teve a participação também da Polícia Militar e do Ministério Público. Dentre os presos estava uma conhecida fisiculturista com dezenas de milhares de seguidores em uma mídia social da internet, cerca de 70 mil. A mulher vice campeã em um campeonato sul-americano, um campeonato sênior e um título carioca, foi apontada como companheira do chefe foragido da principal facção criminosa da cidade. A ação foi uma continuidade da Operação Gógota fruto das investigações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) em que foram presas 11 pessoas em 2014.

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